13/05/2008

SINAL DE ALERTA

A partir de hoje, o psicanalista Thiago Vaitsman Bastos escreverá neste espaço quinzenalmente, abordando situações do dia-a-dia com um olhar que busca entender as motivações humanas sem julgá-las. Acreditamos que isso ajudará nossos leitores a refletirem sobre suas emoções, já que começar a entendê-las é o primeiro passo para que cada um dirija seu próprio destino.



Escrito por Bety em 13/05/2008

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Construir significados para superar frustrações

por Thiago Vaitsman Bastos, psicanalista

O assassinato de crianças nem sempre é chocante, embora seja sempre muito triste. Vivemos anestesiados pelo dia-a-dia e mal nos damos conta do número de mortes provocadas pelos governos e suas políticas, pelas guerras e suas armas, pela economia e suas flutuações. Então vale perguntar por que mais um assassinato, o da menina Isabella, causou e continua causando tanta comoção, como mostra a audiência dos programas televisivos.

A primeira resposta é óbvia. Foi um assassinato brutal e pessoal, motivado por emoções e afetos que transbordaram para a loucura; razão suficiente para tanta revolta e clamor. Some-se a isso a cobertura da imprensa, que possibilita a ampla difusão da história e dá visibilidade às manifestações de raiva e solidariedade por parte de terceiros, e temos aí os elementos que permitem uma expiação coletiva.

Um conhecido psicanalista argentino uma vez disse: “... a criança se converte no triste depositário da agressividade incontrolada do adulto, não só em razão de sua debilidade e de sua dependência ajudadas por sua presença e proximidade física, mas principalmente pelos múltiplos significados conscientes e inconscientes que ela gera na mente dos seus pais”.

E ninguém está livre desses “múltiplos significados conscientes e inconscientes”. A diferença é que cotidianamente convertemos os significados agressivos, aqueles gerados pelas nossas frustrações, em algo produtivo. Essa é a Lei que a sociedade nos impõe. É-nos permitido construir, produzir, procriar. É-nos proibido matar, agredir, violentar. Assim construímos nossa civilização.

Nossas vidas nunca são exatamente como gostaríamos, nossos filhos nunca exatamente como imaginamos. Podemos sucumbir a essas decepções e nos tornarmos pessoas amargas, possessivas e violentas ou podemos reconhecê-las e transformá-las criativamente, em trabalho, arte, música e...amor.

Quem faz essas escolhas somos nós. É preciso que se fique atento.

Escrito por Bety em 13/05/2008

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  14/05/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Querida Bety, acompanho semanalmente sua coluna no Globo Niterói sempre com muito interesse pois adoro seu jeito de escrever, mas nesse último sábado me emocionei demais ao ler aquelas palavras que transbordaram sentimentos e amores. Quero te parabenizar pelo seu trabalho e por favor, dê um beijo na sua mãe por mim, sem dúvida ela deve ser uma mulher formidável, assim como vc. Um grande abraço, Paula

RESPOSTA: Que bom ouvir palavras tão carinhosas logo de manhã Paula. O que seria do mundo sem emoção? Para mim não teria a menor graça e sei que para você também não. Transmiti seu abraço para a mamãe, ela ficou toda feliz e pediu que eu também te abraçasse. Se precisar de mim é só pedir socorro. Um beijo, Bety



Escrito por Bety em 14/05/2008

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CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA:
Olá, sou a San que namorou 3 anos e que os pais não deixavam sair. Eu tenho 19 anos, não trabalho ainda, acho que será difícil eu conseguir ter minha liberdade agora. Mas o que eu mais quero é o meu namorado de volta, gostaria de algumas dicas pra tê-lo novamente comigo, pois no fundo nós nos amamos muito! E eu não quero perdê-lo. Obrigada San.

RESPOSTA: Oi San, nessas horas é preciso paciência. Quando temos nossa independência as coisas são mais fáceis. Acho que você precisa fazer as coisas de maneira conciliadora. Sem atacar seus pais mas sem perder o namorado que você tanto quer. Não sei se você já teve relações sexuais com ele, imagino que não. Se essa for a sua vontade não existe motivo para não seguir em frente tomando todas as precauções, naturalmene. Primeiro vá ao ginecologista. Se tiver medo, leve uma amiga de confiança. E exija que ele use camisinha. E veja se é com ele mesmo que você gostaria de ter a primeira experiência sexual de sua vida que é muito importante na vida de qualquer mulher. É preciso afeto, delicadeza para que você possa lembrar essas lembranças boas para o resto da sua vida. Horário para sair a gente sempre dá um jeito. Se as coisas na sua casa não permitem isso me escreva novamente que pensarei outra solução, tá bem? Carinho, Bety

Escrito por Bety em 14/05/2008

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CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Bety, que máximo. Fui ouvir Padre Marcelo e encontrei um anjo. Eu só quero agradecer por ter te encontrado. Você é ótima, sempre que posso te escuto na rádio pois adoro ouvir os seus conselhos. Eles são sempre ótimos. Hoje minha euforia não me permite te perguntar nada, mas quem sabe numa próxima fez eu não o faça. Mil beijos a Vc anjo.

RESPOSTA: Obrigada pelas palavras carinhosas, amiga. É muito bom ter esse retorno do ouvinte, saber que que podemos ajudar com palavras. Eu sempre achei as palavras poderosas mas sempre que recebo uma mensagem como a sua minha certeza aumenta. Se precisar peça socorro. Carinho, Bety



Escrito por Bety em 14/05/2008

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  15/05/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Bety, estou em dúvida comigo mesma. Na adolescência era apaixonada por um rapaz - hoje ele tem quarenta e seis anos e eu trinta e cinco. Começamos a namorar só que ele estava fazendo curso de teatro e no corre-corre quase não nos víamos. Passadoo espetáculo vieram as festas de final de ano e eu já não sentia aquele amor de antes. Demos um tempo e neste tempo fui rever os colegas do teatro. E fiquei sabendo que o professor está solteiro (e que a relação dele não tem volta). Isso foi a gota d'agua para eu distanciar-me do meu namorado definitivamente. Agora temos uma relação de amigos, não de namorados. Quanto ao professor, ele vive dizendo para os que ficaram na aula que eu faço muita falta no curso (afastei-me por motivos de saúde na família). Não tem um dia que ele (o professor) deixe de mandar uma mensagem para mim (antes não era assim). Seu olhar era diferente pois quando fui até o curso não sabia que ele estava solteiro. Agora mesmo recebi uma mensagem dele dizendo o seguinte: "Que vc tenha um linda noite meu anjo'. Bety, me explica? Beijos,saúde,paz e obrigada desde já.

RESPOSTA: Querida amiga, só o professor pode saber o que se passa no coração dele. Pode ser um interesse verdadeiro? Pode. Pode ser simples sedução? Também pode. Acho estranho ele mandar todas essas mensagens e não falar para você alguma coisa mais concreta. Sedutores são geralmente tipos assim, ficam mandando mensagens, insinuações e nunca dão um passo a frente. Se você está interessa nele de verdade que tal perguntar diretamente o significado de tais mensagens? Assim você economiza tempo e, como diz mamãe, fosfato. Não tenha medo querida. Chato mesmo é a gente ficar iludida. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 15/05/2008

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  16/05/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Bety, estou precisando da sua ajuda. Sou uma mulher de 54 anos, separada há 19 anos. Tenho uma filha do meu casamento que hoje está com 26 anos e tenho um filhinho do coração que adotei e criei sozinha que hoje está com 17 anos. Minha filha é formada, casada e vive a vida dela. Meu filho é muito bom rapaz, está fazendo carreira no Colégio Naval e com eles não tenho problema. O problema é comigo. Vivia bem com meu marido até quando soube q estava sendo traída por ele, conversei muito, tentei de todas as formas manter o meu casamento, até o dia que ví que não tinha mais condições. Então saí de casa, deixei tudo p/ele e fui viver só com minha filha. A minha separação estava sendo uma obrigação, pois meu marido me traía e sabia q eu sabia. Se eu me mantivesse alí seria como concordar com tudo. O problema é que mesmo depois de tantos anos, não deixei de gostar dele nem um pouqinho. E sinto muita falta da vida que tinha quando casada. Não consegui me ralacionar com ninguém até hoje, busco meu marido em todos os homens q se aproximam. Regina Célia

RESPOSTA: Querida amiga, romper qualquer situação é muito difícil. Você tomou uma decisão, a de não querer mais conviver com um marido que tinha uma amante, mas só conseguiu separar os corpos, não o vínculo. De certa forma você continua casada com ele porque não se permite conhecer outras pessoas nem começar outra vida. A vida que você sente falta, amiga, não existe mais. Você sente falta da época em que viviam bem, quando havia sinceridade e cumplicidade. Tente dar uma virada, sempre é tempo, e procure olhar os outros homens como eles são, com qualidades e defeitos. E faça o mesmo com o seu ex-marido que certamente é um homem com qualidades e defeitos. Se não conseguir sozinha, procure ajuda. Existem terapias a preço acessível nas universidades e também temos os grupos de auto-ajuda. Não tenha medo querida. A vida passa sim mas quando nos renovamos é como se começássemos tudo novamente. E isso dá um prazer enorme. Se precisar de alguma coisa peça socorro, estou sempre por aqui. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 16/05/2008

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  17/05/2008


MEUS QUERIDOS LEITORES/OUVINTES

Gostaria de lembrar a vocês que o Consultório Sentimental tem um telefone exclusivo para esclarecer todas as dúvidas. Então se você está triste, seu amor foi embora, vamos conversar, talvez eu possa te ajudar é só ligar para
(21) 9382.2643, estou esperando por você!!
Carinho, Bety

Escrito por Bety em 17/05/2008

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FRASE DO DIA:

"Viver sem amar não é realmente viver."
(Molière)

Escrito por Bety em 17/05/2008

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  18/05/2008

FRASE DO DIA:

"Viver sem amar não é realmente viver."
(Molière)

Escrito por Bety em 18/05/2008

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  19/05/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA:
Boa tarde, trabalhei 4 a 5 anos com meu marido, na realidade a loja dele não estava bem quando fui trabalhar com ele. Um dia dei um basta e abri meu próprio negócio mas hoje atravesso uma crise financeira pois quando abri minha lan não existia concorrência e hoje existe. Mas não tem um dia que não escuto que sou incapaz, burra, nunca vou ser e nem ter nada. Estou casada há 10 anos tenho um filho, mas não aguento mais, pois sou do tipo de pessoa que se não tenho nada de bom pra falar, não falo. Ultimamente vivo embaixo dos pés dele. As vezes até me questiono, parece que não mereço nada. Obrigado Marcia

RESPOSTA: Querida, se há uma coisa na qual eu acredito é na obrigação que temos de buscar a felicidade, a plenitude e a paz nessa vida. Não temos garantia de outra, e viver para satisfazer convenções sociais é muito triste. Além disso, ninguém pode ter felicidade, plenitude e paz com um homem desses ao lado e sendo humilhada cotidianamente. Não sei qual o seu sentimento por ele, você não me disse aqui, mas imagino que seja uma mistura de raiva, decepção e desamor. Se for isso mesmo busque outros caminhos para que um dia não venha a se arrepender de ter deixado o tempo passar. Você merece tudo sim, querida, todos merecemos. Resta saber se nos damos o direito de ter tudo o que a vida pode nos proporcionar. Pense bem e peça ajuda novamente se precisar. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 19/05/2008

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