13/04/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Oi, Bety, gosto muito do seu quadro e sempre que posso venho no seu blog ver os conselhos. Gostaria muito de te contar o q me entristece. Tenho 26 anos e nunca tive um namoro de verdade. Cheguei a me relacionar por quase 2 meses com um rapaz, mas infelizmente não durou mais tempo. Acho q ele estava muito magoado com relacionamentos anteriores, pois ele foi enganado por muito tempo e não estava preparado para um namoro sério. De resto, só fiquei com alguns rapazes, mas nada mais do q bjs e abços. Sou católica e acredito na entrega depois do casamento. Bety, não sou uma mulher feia e muito menos chata. Tenho muitos amigos e consigo atrair muito a atenção, no entanto, não consigo encontrar alguém interessante. Os homens parecem ter medo de conhecer alguém melhor. Já pensei se estou escolhendo demais, mas infelizmente as opções q aparecem nunca me animam, ou quando animam eu acabo percebendo q já são comprometidos e eu acabo desistindo. Quero um homem q possa ser só pra mim, ou seja, solteiro!! Não quero sarna pra me coçar! E por coincidência, ultimamente só tem aparecido homem casado! Eu tento sair pela tangente, mas parece que eles perseguem. Tenho medo de ficar sozinha. Não sei o que posso estar fazendo de errado. Ano passado eu reencontrei um colega e a gente conversava muito pelo msn, dando a entender q finalmente iria encontrar um alguém para mim. Ele se insinuava e tal, mas depois de um tempo ele apareceu namorando uma outra garota. Fiquei muito triste. Eu acho q as coisas de um modo geral são muito difíceis para mim. Não sei se é uma coincidência ou não, mas demoram muito a se concretizar. O meu primeiro beijo também foi a mesma coisa. Enfim, Bety, não sei se me fiz compreender. Mas essa é a minha triste história sentimental. Um grande beijo, só peço para não divulgar minha história na rádio. Acho q minha história tem alguns detalhes q me fariam ser reconhecidas por outras pessoas, mas pelo Blog eu iria adorar!! Alessandra.

RESPOSTA: Querida amiga, você não está falando de um problema exclusivamente seu. Você está falando de um problema que faz parte da vida de milhões de mulheres que se ressentem de um encontro afetivo verdadeiro. Num mundo cada vez mais individualizado como o nosso era previsível que isso acontecesse. Mas acho que sua pergunta é como lidar com isso, como lidar com esse desencontro, com esse descompromisso? Acho que essa individualidade exacerbada pode nos mostrar que é preciso olhar a realidade com olhos bem grandões e tentar enxergar o que ela tem de bom a nos oferecer. Primeiro de tudo ela nos mostra que o amor romântico, aquele que a grande maioria das mulheres procura, acabou. Percebemos que o amor simbiótico, a união total que nos faz esquecer o mundo e nossas próprias inquietudes é pura ilusão e que precisamos (e podemos) desfrutar outros prazeres. Os prazeres da carne, por exemplo. Você me diz que é religiosa e que só entende a entrega do seu corpo para o homem da sua vida, “um homem para mim”, como você mesmo disse na sua mensagem. Mas não existe o homem para você, ou para mim, ou para qualquer outra. Existem homens e mulheres, cada um no seu mundo e no seu espaço. O problema é que você continua olhando o mundo com óculos cor-de-rosa e acaba sempre se decepcionando. Eu, por exemplo, que não sou uma pessoa religiosa, não vejo nenhum problema que você, uma moça jovem e saudável, tenha um (ou alguns) encontro amoroso com um homem sem compromisso. Entre duas pessoas pode haver respeito, admiração sem que, necessariamente, isso implique em casamento. Isso não nos torna pecadoras nem menos confiáveis, de jeito nenhum. Mas é claro que um encontro amoroso é preciso vontade de estar com o outro, não sugiro sexo por sexo, nem pensar. Mas acho que sexo é um direito legítimo de todas as pessoas que nos foi roubado por falsas morais. Os mais jovens vivenciam isso de maneira mais prazerosa e sem culpa. Tenho milhões de amigas e ouvintes que usam esse óculos cor-de-rosa. Eu mesma, confesso, já os usei um dia. A vida passa rápido, a juventude também e, por isso, acho que não devemos recusar vivenciar alguns prazeres que fazem uma mulher se sentir viva. E tenha certeza que o sexo é um deles. Agora mesmo acabo de saber da doença de uma pessoa querida e fico imaginando os minutos importantes que ela deixou de viver porque viveu esperando os minutos ideais e perfeitos que não existem. E fico triste quando penso nisso porque sei que agora não há mais tempo para ela. Aproveite a sua saúde e o seu tempo Alessandra e tenha certeza que fazer amor com um homem bacana que nos deseja pode ser um momento inesquecível. Mesmo que esse homem não queira ficar ao nosso lado para sempre. Pense nisso e me escreva novamente se precisar. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 13/04/2008

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  12/04/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Oi Bety! É a primeira vez que escrevo para um site pedindo um conselho! Não sei mais o que fazer! Antes de eu engravidar, meu namorado era supercarinhoso comigo, me enchia de mimos, e me procurava sempre, tinha tesão por mim! Nunca desconfiei que ele tinha me traido ou me trai! Mas depois que eu ganhei minha filha ele mudou completamente! Hoje ele só tem olhos para minha filha, chega na minha casa beija ela e esquece de mim! Só me da um beijo quando eu lembro! É normal isso? Fazemos sexo raramente! Ele não me procura mais, faz três meses que não me procura! As vezes me arrumo para ele, e nem um elogio eu ganho! Quando chegamos a fazer sexo, ele pede para eu não olhar para ele! É normal isso? Um dia ele me disse que me via como mãe da filha dele e não mais como mulher! Um dia discutimos e ele me disse que não se separa de mim, porque não quer ficar longe da pessoa que ele ama: "a filha"! Será que ele deixou de me amar? O que devo fazer! me ajude!!

RESPOSTA: Querida amiga, primeiro é preciso entender que a maternidade não é um paraíso e, apesar do amor incondicional que temos por nossos filhos, a maternidade pode, por exemplo, trazer vários prejuízos emocionais num relacionamento: o marido que não ajuda, o arrependimento por ter abandonado a carreira e por ter descuidado do físico, a falta de sexo depois que eles chegam. É normal que diante de tantas necessidades que têm uma criança o casal acabe se envolvendo muito mais com o filho do que com a relação amorosa. Mas no caso do seu marido é mais grave. Com a maternidade explodiu nele a relação primitiva com a mãe que, por algum motivo ligado a história familiar do seu marido, não envolve o sexo. Ou seja: mãe é santa, mãe é pura, conseqüentemente mãe não pode fazer sexo. Por isso seu marido pede que você não olhe para ele quando não resiste e, ”pecaminosamente” faz sexo com você. Ele precisa urgentemente de uma terapia para poder superar essa associação equivocada que faz como a figura da mãe e da mulher. Caso contrário não conseguirá resgatar a relação estimulante que vocês tinham. Meu conselho é que você sente com ele e abra o seu coração. Diga exatamente o que disse para mim. Caso ele recuse uma terapia acho e esse impasse continue acho que você tem que continuar caminhando. E o que significa continuar caminhando? Sair com seus amigos, ter alguma atividade prazerosa, se arrumar, enfim, ter atividades que uma mulher deve ter. Quem sabe quando ele perceber que você não aceitou esse impasse decida procurar ajuda? Só não dá para você se resignar a abrir mão de sua porção mulher indefinidamente. Sei que essas conversas não são fáceis amiga mas elas dão um grande alívio e nos ajudam a andar para frente. Se precisar de mim novamente escreva. Carinho, Bety.

Escrito por Bety em 12/04/2008

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