03/04/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Olá, Bety, sou casada, tenho 26 anos e um problema que talvez muitas pessoas condenariam. Tenho um relacionamento de 12 anos, mas desde o segundo ano de relacionamento eu traía meu parceiro. Tive até uma história com uma pessoa durante uns 4 anos, mesmo estando com meu namorado. Hoje ainda falava com essa pessoa, mas ele não me respeita mais, me trata como p********* e faz questão de me mostrar a sua namorada atual. No passado essa pessoa queria namorar comigo, mas eu não quis e acho que ele se sentiu inferior ao meu namorado oficial. Eu tentei fazer com que a namorada dele descobrisse que ele a traía e agora ele me chantageia izendo que vai mostrar as cartas que eu mandava pra ele na época em que eu namorava, que vai mostrar pra família do meu marido. Eu já cortei relação com ele para evitar uma humilhação e também que meu casamento vá por água abaixo. Mas estou me sentindo péssima, na verdade eu não consigo ser fiel, eu necessito de novas experiências, mas dessa maneira sempre sou humilhada pelos outros. Eu sinto vontade de ter uma família, uma vida estável, com emprego, filhos e um relacionamento pacífico, onde não haja desconfiança....mas eu acho que nunca vou ser uma pessoa assim. Minha mãe é uma mulher sincera e pelo que eu sempre notei ela deve ser fiel, porque ela do tipo de pessoa que mostra que tem caráter. Eu não sei a quem puxei...não consigo levar uma vida normal, sabe? Eu já senti o q é amor...aquela coisa tranquila, é um sentimento q não requer tanta busca. O que faço? Se continuar assim, eu vou acabar envergonhando minha família e vou ser humilhada na frente de todos. Laís.

RESPOSTA: Primeiro gostaria de dizer que você não precisa se sentir culpada de nada. Uma pessoa que tem relacionamentos extra-conjugais necessariamente não é uma má companheira, uma pessoa ruim, nem alguém de caráter duvidoso. Uma pessoa que tem relacionamentos extra-conjugais não está, digamos, sintonizada com as funções que a sociedade lhe atribui. E, como você sabe, na maioria das vezes a sociedade é hipócrita. E, a partir do momento que fala o que sente e faz você é uma pessoa verdadeira. Então, ponto para você amiga, por ser verdadeira. Agora vamos a uma análise superficial do seu caso. A primeira delas é que podemos perceber a sua grande dificuldade em fazer um único vínculo e isso me sugere que você tem um medo enorme de ficar sozinha, abandonada a própria sorte afetiva. E, contraditoriamente, arruma uma situação triangular que ameça você e que pode deixá-la mesmo sozinha. Por que você tentou fazer com que a namorada do seu ficante soubesse do romance entre vocês se, me parece, você não tinha nenhuma intenção de ficar com ele? Seria para provocar o ódio do rapaz e uma reação como a que ele está tendo agora, reação esta que está ameaçando seu casamento? De certa forma, concluo que ao mesmo tempo que você teme o abandono, você também busca o abandono através de seus atos. Trocando em miúdos: você sempre esteve sozinha, está sozinha e CONTINUARÁ sozinha ENQUANTO NÃO MARCAR UM ENCONTRO CONSIGO MESMA. Quanto você fala sobre sua mãe posso perceber que o tempo todo você mostra como é diferente dela, como ela é boa e você é má, como as pessoas admiram sua mãe e como desvalorizam você. Sua mãe é fiel, portanto você é a infiel. Por que esse desejo intenso de ser completamente diferente de sua mãe? O que será que ele significa? Você fala que já sentiu o que é o amor mas sentiu quando? Quando o amor foi calmo e tranquilo, quando para encontrá-lo não foi preciso tanta busca? Acho amiga que você precisa de uma terapia para se ajudar. Tentar entender. É claro que você vai sofrer, se rasgar, se machucar mas tenho certeza que depois disso vai sair inteira. Ah, esqueci de dizer que garanto que muitos dos seus familiares falharam, mentiram, dissimularam e nunca pensaram em mudar. E que sua família não tem do que se envergonhar de você, muito pelo contrário, tem que ter orgulho de conviver com a pessoa autêntica que você. Peça socorro sempre que precisar. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 03/04/2008

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  31/03/2008

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

PERGUNTA: Bety, gostaria que me orientasse neste sentido: sou uma mulher de 35 anos separada com um filho de seis anos e sofro de muita ansiedade, medos, mau-humor, baixa estima, deprimida...sou presa ao passado, à minha história, meu ex-marido tem uma novo relacionamento,e sou ciente disso. Ainda assim ele vem ver o filho e com desculpas ainda "força" a barra e acabo ficando com ele..depois fico mal, me sentindo um lixo, pois ele nem liga pra mim, não me dá nada, muitas vezes é grosso comigo e essa situação é presenciada por meu filho que, pelo visto, tem ficado também ansioso, preocupado. Isso me deixa chateada, muitas vezes ele me dá lições de vida...fala assim: "Mãe, não fica assim não...deixa o meu pai ter a vida dele....não vai falar mal do meu pai não..."E eu com este medo de doenças coloco-o também um pouco neurótico..Ex: a Dengue tá lá no RJ, eu tô aqui em MG e fico apreensiva com as mortes, os hospitais lotados...Sofro por antecipação, não aproveito a vida, o momento q vivo e assim vai.. Enfim, uma enxurrada de neuras..Por favor me dê uma luz. Bj

RESPOSTA: Querida, importante você perceber como imediatamente depois de falar sobre sua relação com o seu ex-marido, o assunto é uma doença, a dengue. E isso não acontece por acaso. Você encontrou uma maneira de dizer que seu coração está doente. E o que nós precisamos fazer quando estamos doentes? Buscar tratamento, buscar ajuda. É esse o seu caso. Para que isso aconteça primeiro você precisa buscar uma terapia. Seja um atendimento particular, um grupo de auto-ajuda ou um atendimento gratuito em alguma universidade. Existem muitos serviços disponíveis. Mas enquanto você não toma essa atitude meu conselho é que rompa definitivamente relações com o seu ex-marido. Não, é claro, deixando de falar com ele mas sim colocando limites na relação. Se ele tem outra pessoa para que insiste em ficar com você? É claro que para manter você doente, amiga, e sempre controlada por ele. Quebre esse circuito o mais rápido possível. E não esqueça de poupar seu filho o mais que puder pois tudo isso faz mal para o menino. Cuide da sua aparência, faça novas atividades, saia com os amigos - caso não os tenha, arrume alguns, não é difícil quando a gente quer. Enfim querida, percebe que "essas mortes" que você tanto teme representam a morte em vida a qual você se acostumou? Lute, não desista, escolha a vida com toda a sua beleza e vibração. Tenho certeza que vai conseguir vencer mais esta dificuldade. Basta acreditar. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 31/03/2008

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