CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Oi Bety.
Há muito tempo que ouço sua participação nos programas da Globo. Creio que
desde o tempo do Francisco Barbosa. Quero lhe contar o histórico resumido de minha vida: Idade atual: 62 anos Saúde: perfeita segundo check-up supergeral há dois meses. É a minha rotina de todo ano. Disposição profissional: para o que der vier. Coragem para decisões novas: zero Religião: católica, depois espírita umbandista, depois católica de novo, e atualmente não sei. Aos 24 anos uni-me a uma mulher desquitada, quatro anos a mais que eu e com uma filha de três anos. Durante nossa união conseguimos ultrapassar todos os obstáculos que surgiram. Quando fomos morar juntos (eu, ela a filha e a mãe dela) o apartamento que aluguei (fiador meu tio) era totalmente vazio. Não tínhamos móveis. A geladeira, o fogão e o sofanete foram emprestados pelas irmãs dela. Apenas o botijão de gás era dela, assim como o berço da criança. O meu relacionamento com a criança realmente era de pai e filha, relacionamento esse que perdurou enquanto estivemos juntos. Realmente muito saudável. Eu havia constituído uma família, embora nunca tivéssemos um filho nosso. Sempre tínhamos esperanças no amanhã, pois, com união, não há obstáculos intransponíveis. Com o passar do tempo tudo foi melhorando. Conseguimos comprar um apartamento na quadra da praia, ali construímos uma casa em um terreno de 3000m², tínhamos carro, reformamos o apartamento etc, etc, etc. Posso até dizer que, com o apoio dela, não há o que reclamar de minha vida profissional, embora eu tenha chutado excelentes oportunidades por iniciativa exclusivamente minha. Basicamente trabalhei como auditor por 15 anos (conheço o Brasil que a maioria não conhece), e como contador ou gerente administrativo em corretoras de valores por outros 15 anos. Em 1990, após as loucuras do Collor, pedi demissão e fui morar na casa da praia. O gerente de uma empresa de auditoria onde eu havia trabalhado mandou buscar-me. Voltei à ativa. Como eu não estava registrado formalmente esse gerente indicou meu nome para assumir a contabilidade de um banco múltiplo. Acho que ele queria fazer uma reciclagem. Quando recebi o primeiro salário tomei até um susto. Quando recebi a primeira gratificação "por fora" perguntei ao diretor com quais funcionários eu deveria distribuir aquele valor. Ele disse que era tudo meu. Outro susto. E assim foi amiga Bety. Minha dedicação ao trabalho rendeu-me ótimos frutos. Até que em março de 1993 conheci uma mulher divorciada e com uma filha de sete anos, 12 anos mais nova que eu. Foi aquela "viagem". O envolvimento era cada vez maior. Ela ficou grávida. Separei-me da minha família e fui constituir outra. Não queria abandonar minha filha, até porque eu nunca tinha tido uma. Em 1999 ela pediu transferência no trabalho e saímos do Rio e fomos morar em outro estado. Eu já havia aposentado em 96. Queria dedicar-me à minha filha. Tudo que eu tinha, com exceção da casa de praia, deixei para a minha mulher anterior. A atual ficou muito aborrecida com isso. Vendi a casa da praia e, com o dinheiro da venda, acabei a construção da casa onde vivemos hoje. Com o passar do tempo descobri que havia me unido a uma pessoa egoísta e narcisista. Estamos morando na mesma casa há oito anos e dormimos em quartos separados. Vivemos como simples pessoas estranhas. É como se a casa fosse um hotel, onde todos se cumprimentam (às vezes), mas são estranhos entre si. Nesse estado onde moramos não encontrei emprego nenhum. Fiz o curso de corretor de imóveis, cadastrei-me no CRECI, mas ela diz que "isso não é trabalho". Tudo que tento fazer ela apresenta uma palavra em contrário. Fiz concurso público, num deles passei em 15º lugar, em outro em 1º lugar e até hoje não fui chamado para nenhum deles. É triste não? E ela diz que eu não vou ser chamado. Até minha filha diz que não vou ser chamado. Acho que elas querem que tenha alguém cuidar da casa. Eu quero meu trabalho de volta, mas não posso pressionar o prefeito da cidade com medo de sofrer retaliações. A Prefeitura de lá tem pouco mais de 350 funcionários. Se eu pressionar vai acontecer o quê?! Muitas outras coisas poderia falar a você, mas o seu tempo é pouco. E agora? O que faço? Aos 62 tenho medo de "chutar o balde". Um grande abraço. Obs. Se você tratar deste assunto "no ar" peço o favor de não mencionar os nomes das cidades e empresas, para não ser identificado, mas gostaria muito de receber um e-mail seu visto que não sei se ouvirei o seu programa.
RESPOSTA: Querido Jorge existe uma frase que diz o seguinte: às vezes romper é a única maneira de não se corromper. Pelo que você me conta, sua vida hoje está num impasse. Melhor, é claro, romper com essa família que hoje é tão artificial. Uma família sem vínculos afetivos e uma mulher que além de parecer uma estranha é, como você diz, uma pessoa egoísta e narcisista. Em seu breve relato você diz duas vezes que tem 62 anos, como se a idade fosse um impedimento para a vida. E não é Jorge. O que importa é a idade da alma é essa que nos leva para frente, que nos faz viver de verdade. Acomodar-se em uma relação falida é, de certa forma, uma espécie de morte. Morte dos nossos desejos, dos nossos sonhos e, principalmente, do nosso futuro. Se não conseguimos viver o presente com plenitude, nosso olhar para o futuro é o nada. Olho para sua primeira relação e vejo que você foi feliz, correspondido e não critico o fato de ter se apaixonado. De forma nenhuma. Seria ótimo se nós amássemos e desejássemos os bonzinhos, mas, infelizmente, a vida não é assim. Naquela época você seguiu o chamado da vida e quando a vida nos chama amigo, algumas pessoas saem magoadas. Infelizmente não há outra forma. Agora a vida está te mandando uma nova mensagem e é preciso que você escute e caminhe. É difícil? É claro que é difícil. Mas muito mais difícil é ficar parado no meio do caminho sem esperança. E enquanto você não é chamado acredite no que está fazendo. Quando a gente acredita as coisas começam a acontecer. E lembre-se fugir da solidão não é, de forma nenhuma, estar rodeado de pessoas. Às vezes estamos muito mais sozinhos no meio da multidão do que na tranqüilidade do nosso quarto. Carinho, Bety
Escrito por Bety em 01/10/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Bety, visitando o site O Globo, me deparei com o seu blog e decidi escrever. Tenho problemas de auto estima, sempre me inferiorizo frente aos outros e, recentemente, (há 3 meses para ser exata), namoro um rapaz mais velho que eu apenas 7 meses: ele tem 21, eu tenho 20. Ele mora em outra cidade, mas nos vemos praticamente todo fim de semana e nos falamos praticamente todos os dias. Às vezes sinto ele distante e pergunto a ele se quer continuar o relacionamento. Ele até me recrimina dizendo que sabe o que quer. Tenho tanto medo de perdê-lo que, às vezes, tenho vontade de terminar a relação para evitar sofrimento futuro. Há oito meses saí de um relacionamento conturbado onde eu me rebaixava e aceitava até traições vistas, flagradas. Será que isso influi hoje? Pois o medo que sinto de sofrer e de perder meu namorado atual é enorme. Ele me faz muito bem, era o cara com quem eu me casaria, tenho medo de não dar certo e não agüentar. Qualquer conselho é bem-vindo. Desculpe o incômodo, obrigada.
RESPOSTA: Amiga, tudo começa com sua baixa auto estima e acho que tudo que acontece na sua vida tem que ser analisado a partir daí. Quando estamos com a auto estima muito baixa, achamos que não merecemos nada da vida e de certa forma, estamos fadadas a perder tudo o que amamos. Por que? Porque quando olhamos para nós mesmas não gostamos do que vemos. Não estou falando de traços físicos, de forma nenhuma, mas simplesmente do nosso olhar sobre nós. Uma mulher pode não ser bonita, pode não estar dentro dos padrões estabelecidos, mas se ela se olha e gosta do que vê certamente terá muitas conquistas. Já se uma mulher maravilhosa se olha e não gosta do que vê, estará fadada ao fracasso. Acho que a sua experiência amorosa anterior deve ter contribuído muito para você ter enxergado que não se gosta muito. E isso é maravilhoso porque, a partir dessa descoberta, você pode mudar. E como a gente muda amiga? Com terapia, estudo, leitura, fazendo atividades que nos dão prazer, cuidando do corpo, da alma, enfim, uma série de paparicos que só nós mesmas podemos nos dar. Acho que esse rapaz gosta de você, sim, e não vejo sentido em terminar com ele para não sofrer depois. Todos nós sofremos nesta vida, de uma forma ou de outra, e a grande sabedoria é aceitar o sofrimento, a dor e a tristeza para, a partir deles, crescer. Gosto especialmente de uma frase da poeta Cecília Meirelles que diz o seguinte: Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira. Boa sorte e não deixe o medo paralisar sua vida. Carinho, Bety
Escrito por Bety em 01/10/2007
RECADO DA BETY:
Querida Malu, tenho respondido seus e-mails pelo endereço mluizafarias@bol.com.br mas pelo visto você não está recebendo as respostas. Mande seu telefone que eu ligarei para você. Carinho, Bety
Escrito por Bety em 27/09/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Bety, boa noite moro com a mulher que amo há 11 anos, nos conhecemos há 37 quando trabalhávamos juntos na mesma empresa. Eu me apaixonei logo no primeiro dia que a vi. Hoje tenho 57 e ela 59 e embora ela não acredite ainda a amo loucamente, só que não sinto nela o mesmo entusiasmo, pois antes, além de fazer amor em casa durante a semana, ainda íamos nos finais de semana para motéis. Agora ficamos até um mês sem fazer amor, isso sem contar que ela hoje mudou muito: não deixa que eu jogue meu futebol, tome uma cerveja com amigos, e outras coisas. Na verdade virei um cachorrinho na mão dela, pois não posso fazer as coisas que eu quero e gosto e, às vezes, até com ela. Sinto falta de sexo e não consigo ficar mais de três dias sem. Às vezes penso em largar tudo e ir embora, pois nunca recebi ordens quando era mais jovem e não vai ser agora aos 57 anos que vou me privar de fazer aquilo que gosto. Você não acha? Gostaria de um aconselhamento seu para saber o que faço. Um abraço.
RESPOSTA: Querido Luis, uma coisa é certa: não podemos amar quem não admiramos. Quando sua mulher conheceu você, encontrou um homem com opiniões e decisões próprias e, por causa disse, gostou e casou com você. Só que por algum motivo interno, ela precisou transformá-lo numa pessoa submissa e, como você mesmo define, "um cachorrinho nas mãos dela”.Ou seja, o homem pelo qual ela se sentiu atraída não existe mais, o que existe agora é um cachorrinho que tem dono, no caso, ela. Deixando que ela inviabilize a sua vida dessa maneira Luís, você perdeu o respeito e a admiração de sua mulher. Como o desejo se expressa através da admiração e do entusiasmo pelo parceiro, o sexo ficou péssimo. É bom lembrar que as mulheres não gostam de fazer amor com cachorrinhos, mas sim com homens viris e senhores de si. A solução é simples, basta ter coragem: uma conversa franca para dar um basta nesse esquema de vida. Você tem que dizer para ela que agora não vai abrir mão dos seus programas de antes e, é claro, tentar saber o que se passa no coração da sua companheira. Se a conversa for difícil, então comece a se arrumar, colocar um perfume de vez em quando (isso dá o maior ciúme na mulher e faz com que ela corra atrás do que acha que está perdendo) para chamar a atenção dela. Convide-a para um cinema, um passeio, quem sabe na correria do cotidiano o romantismo não se perdeu? Se você ainda ama sua mulher, tente tudo para reconquistar o seu amor e admiração. Mas se nada der certo busque novos caminhos porque a pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa é perder o respeito por si mesma. Tenho certeza que existem muitas mulheres pelo mundo querendo viver amores mais saudáveis. Se precisar escreva novamente contando como foi a conversa. Carinho, Bety
Escrito por Bety em 27/09/2007
FRASE DO DIA:
A metade dos nossos erros na vida vem do fato de que sentimos quando devemos pensar e pensamos quando devíamos sentir.
(Lhurton Collins)
Escrito por Bety em 26/09/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Oi Bety, é com imenso prazer que posso abrir meu coração com vc. Sabe tenho 31 anos de casada, vivo bem com meu marido, mas com uma perseguição que me tira o equilíbrio.No ano que fizemos 25 anos de casados, fiquei sabendo que fui traída por meu marido. Sabia que alguém tinha feito algo muito grave no centro espírita para prejudicá-lo e, naquela época, sabíamos que tinha sido feito por uma mulher, mas nunca imaginei que ele tivesse tido a coragem de me trair. Ele sempre criticou muito as pessoas que agiam assim. O pai fez isso com a mãe dele e vc imagina... Eu soube 15 anos depois do fato ocorrido e, naquela época, ele estava muito ruim de saúde, pois faz hemodiálise e estava naquela faze crítica. Eu entrei em conflito, contei para meus filhos e não conseguia nem olhar para ele. Mas ele estava muito debilitado e esteve entre a vida e a morte várias vezes e, como eu te disse, desde a faculdade sempre saíamos juntos às sextas feiras e ele nunca saía sem me levar. Ele não abre, não fala como foi...só diz que foi na época que andou bebendo e andando com um chefe que também bebia e fizeram algumas besteiras. Sabe não tenho outras queixas, ele procura me agradar e mesmo com seus limites vivemos uma vida quase normal, mas volta e meia vem o pensamento na minha cabeça e me atormenta. Por que? Onde foi que eu errei? Sempre o admirei pelo caráter que tinha e acho que tudo foi uma grande mentira, e que só estamos juntos por ele ter problema de saúde. Às vezes tenho vontade de sumir, mas amo minha família, meus filhos são maravilhosos, tenho uma casa linda, confortável...mas nada me faz totalmente feliz. Ao mesmo tempo em que quero sair, viver minha vida...me pergunto será que é isso que quero? Será que serei feliz longe dele? Se ele demora um pouco para chegar da hemodiálise, fico logo nervosa. Será que é amor o que sinto? Ou obrigação de ficar ao lado dele? Por favor, me diga alguma coisa. Vou confiar muito no que vc me disser. Mas prefiro ficar no anonimato, pois não gostaria de me expor. Prefiro que me responda por e-mail. Um dia vou lá na rádio te conhecer. Bjs e peço a Deus que te dê muitas felicidades. INSEGURA DE BELO HORIZONTE
RESPOSTA: Querida amiga, primeiro eu gostaria de falar sobre a palavra PERSEGUIÇÂO que vc usou na sua mensagem. Penso que um dos motivos é que vc atribuiu a um trabalho espiritual a traição do seu marido e, assim, encontrou uma forma de aceitar o deslize. Só que, a partir do tal trabalho, você ficou vulnerável porque imagina que outras mulheres, ou essa mesma possam fazer outro trabalho para seu marido e, conseqüentemente, vc será traída novamente. As coisas não devem caminhar por aí, amiga, porque se trabalho desse certo, a tal mulher teria ficado com seu marido para ela, você não acha? Você me fala de um bom casamento, de um homem que em algum momento da vida cometeu um deslize, que assumiu ter traído, mas que não quer falar mais sobre o que aconteceu. É um direito dele. Talvez ele já tenha tido remorso demais e queira colocar um ponto final no assunto. Também de que adiantaria ele dizer quem foi, como foi, aonde foi? Isso só traria mais sofrimento. Mas se você sente necessidade de mais explicações, que tal conversar com ele novamente? Não pedindo detalhes, é claro, mas tentando entender os motivos que o levaram a trair. Pessoalmente penso que não foi um grande motivo amiga, acho que às vezes somos fracos, somos tolos, somos simplesmente humanos e sujeitos a erros. E o fato de ele ter tido um caso não significa que você tenha errado. A vida é assim mesmo. Certas vezes, sem nenhum motivo, sentimos o tédio do mundo e precisamos de emoções que o cotidiano não pode nos dar. Acho que o perdão é redentor, principalmente para quem foi traída como você. Mas o mais importante é perdoar internamente, e isso vc ainda não conseguiu. É urgente que você procure uma terapia para entender tudo o que aconteceu entre vocês porque só entendendo vc será capaz de perdoá-lo de verdade. E no dia em que isso acontecer, você não ficará mais nervosa quando ele demorar para chegar da hemodiálise porque você desejará, de verdade, que ele volte para casa. Hoje, como você não perdoou internamente, uma parte sua não deseja que seu marido volte o que provoca a angústia. Você me pergunta se é amor o que sente? E eu me pergunto se o amor não é cumplicidade, carinho, uma bela família e uma dose de confiança. Confiança que foi quebrada, mas que pode ser recuperada a partir da compreensão. Hoje, mais madura, acredito que o amor verdadeiro está dentro de cada um de nós e na nossa capacidade de compreender e aceitar o nosso parceiro da maneira que ele é e não da maneira que o idealizamos. Espero que tenha te ajudado. Escreva sempre, carinho, Bety
Escrito por Bety em 25/09/2007
EU RECOMENDO
Você já se sentiu o se sente pressionado até o limite, abatido ao extremo, cansado, vazio, paralisado? Para a psicoterapeuta Mira Kirshenbaum, este é um flagelo da vida moderna e seu nome é esgotamento emocional. Ela diz que a falta de energia emocional não depende de fatores genéticos, da personalidade ou da criação, mas é mais comum do que se imagina. Atinge todo mundo, em maior ou menor grau, e causa muito sofrimento. No livro Energia emocional (editora BestSeller), a autora traz uma boa notícia: para renovar o estoque de energia emocional basta querer. E explica que a falta dela pode ter diversas causas, além de não fazer distinção de sexo ou idade. E pode acometer um jovem de 20 anos ou um idoso de 80. E não são apenas mudanças negativas, como um divórcio, que causam esgotamento _ mas também as positivas, como um casamento ou o nascimento de um filho. O livro é um manual e um mapa. No papel de manual, mostra que cada um traz dentro de si o combustível capaz de alimentar a chama da energia emocional. Como mapa, ensina a encontrar este tanque de combustível interno. As duas ferramentas combinadas resultam numa perfeita revolução energética capaz de equilibrar e elevar consideravelmente a qualidade de vida de quem seguir as orientações. Recomendo.
Escrito por Bety em 24/09/2007