11/09/2007

DIÁRIOS DE BICICLETA

Quando, em janeiro de 1950, um jovem argentino estudante de medicina, chamado pelos amigos de Ernesto Pelao (careca), caiu na estrada montado em sua velha bicicleta motorizada, para uma viagem de 150 quilômetros, seus pais e irmãos acreditavam que a asma que acometia o rapaz desde a infância reduziria aquele sonho a uma modesta aventura de um dia. Ledo engano: Chancho (sujo), outro apelido pelo qual Ernesto era conhecido, conseguiu um feito bem mais notável: rodou quatro mil quilômetros em seis semanas. No entanto, o que viria anos depois foi bem mais surpreendente. Ernesto simplesmente deixou de ser Pelao ou Chancho e tornou-se Che - ou, com mais pompa, Ernesto Che Guevara, o mitológico guerrilheiro que, em fins dos anos 50, ajudou Fidel Castro a assumir o poder em Cuba.
Bem, cabe a indagação: e o que tem essa história a ver com esta cidade fundada por Araribóia? No tempo do heróico temiminó, não havia bicicleta, muito menos motorizada. O cacique não era guerrilheiro e, sim, guerreiro. Não usava boina, mas um cocar adornado de penas de araras e papagaios. E, ao que tudo indica, se deslocava pelas águas da Baía da Guanabara (seios do mar, em tupi), de pé, na proa de uma canoa, na mesma pose em que aparece no monumento em sua homenagem, na Praça Araribóia, nas barcas. Mas é possível, sim, estabelecer algumas coisas em comum entre a primeira longa viagem solo de Pelao sobre duas rodas e os primeiros anos da aventura urbana de uma menina de Niterói que, pasmem, hoje avó e perto de comemorar 70 anos, vai completar, em dezembro, 59 anos de andanças pela cidade na mesma bicicleta.
Para começar, Che e dona Dayse Affonso de Brito sempre sonharam, na infância, em ter um transporte de duas rodas. E, quando tiveram, souberam aproveitá-lo ao máximo, ele vagando, já rapaz, pelas estradas de seu país, ela curtindo a maravilhosa paisagem da cidade onde nasceu. Ou seja, os dois tinham verdadeira adoração por suas máquinas de passeio. A ousadia foi outra marca comum entre eles: sempre carregando sua bombinha para asma, o argentino comeu, nas estradas de chão, o pão empoeirado que o diabo amassou. Aqui, a garota que ganhou sua Monark no Natal de 1946 teve a coragem de se manter indiferente aos olhares de reprovação dos que achavam que aquilo não era coisa para mulher. Muito menos para uma menina. E, hoje, há quem se espante ao ver a destemida vovó no comando de um guidom, desafiando o trânsito maluco.
Dona Dayse, que se casou antes dos 18 anos, deixou de andar de bicicleta por dois ou três, por imposição do marido. Mas não se desesperou: "Sou da opinião de que a gente deve esperar com paciência a hora certa de fazer o que gosta", explica. E não deu outra: em pouco tempo, estava levando os filhos para a escola e indo às compras montada em sua "amada" Monark, que chama de filha e que nunca foi atendida por mecânicos, e, sim, por "pediatras". Três filhas, um filho, três netos, viúva desde os 41 anos, dona Dayse foi bandeirante, na juventude, e, hoje, integra um grupo dedicado a ensinar trabalhos às pessoas carentes. O que não deixa de ser uma forma de luta pacífica para melhorar as condições de vida de moradores humildes da cidade.
Seu orgulho é ser reconhecida (e saudada!) por entregadores de supermercados e lojas, quando cruza com eles em suas bicicletas "voadoras". Porém, se alguém lança olhares de reprovação, não se exalta: "Pelo olhar que devolvo, eles sabem o que estou dizendo". Ela jamais sofreu acidentes e, diferentemente de Guevara, nunca escreveu um diário. Prefere guardar tudo na memória, inclusive duas lições que ouviu, ainda criança, de uma velha e sábia empregada de uma tia: "Viver é jeito, morrer é descuido" e "A única coisa que a gente leva da vida é a vida que a gente leva". Fica a sugestão: que tal uma fábrica de bicicletas convidar lady Dayse para um anúncio? Haveria melhor garota (ou vovó) propaganda do que essa gloriosa ciclista?


(publicado em: O Globo – Jornais de bairro: Niterói – 09/09/2006)

Escrito por Bety em 11/09/2007

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CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

Bety, boa noite! Leio sempre os seus comentários e acho interessante a sua postura. Te escrevo para te pedir uma orientação Sou mais uma mulher que sobre da síndrome do homem canalha, sou uma pessoa super tranqüila, mas não me envolvo com homens politicamente corretos, sempre tenho problemas em meus relacionamentos. Todos os meus namoros foram longos, o ultimo foi de 06 anos. Mas com o passar do tempo comprovo com fatos que o homem que se encontra ao meu lado é um galinha, quando isto acorre, vai mais um namoro frustrado. Cheguei a seguinte conclusão... Com a idade que tenho, 37 anos, não posso arriscar mais, preciso de uma receitinha de bolo, com a menor número possível de surpresas em um novo relacionamento. Sei que em São Paulo existem agências de relacionamentos sérios, com custo alto, mas seguros; onde posso conseguir os sites destas agências sérias? Aguardo retorno. Obrigada. Simone

RESPOSTA: Querida amiga acho que você, como grande parte das mulheres, está vivenciando um dos problemas desses tempos contemporâneos: a fragilidade das relações afetivas. Penso que a expressão "ficar", usada para experiências, digamos, mais ousadas, acabou se incorporando ao cotidiano afetivo de milhares de pessoas, homens e mulheres. E, por conta disso, estamos no meio de um caminho doloroso: se por um lado temos a sensação de liberdade gerada pelo não-compromisso, ao mesmo tempo convivemos com um buraco afetivo que o não-compromisso nos traz. E o que podemos fazer com essa realidade? Apenas encará-la de frente. E, é claro, se não faz o nosso estilo vivenciar eternamente esse tipo de relação, procurar atalhos que nos levem a relações mais sólidas. No seu caso, acho que um bom caminho podem ser as agências matrimoniais, sim, que aproximam pessoas com intenções parecidas, mas que, é preciso lembrar, têm um preço salgado. Deixo para você o telefone e site de uma que talvez possa ajudá-la: www.a2encontros.com.br - telefone (11) 5572.1857. Mas, amiga, sempre sem esquecer que mesmo nas agências matrimoniais encontraremos seres humanos com defeitos e qualidades que podem nos surpreender para o bem e para o mal. Te desejo boa sorte. Carinho, Bety


Escrito por Bety em 11/09/2007

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FRASE DO DIA:

Semelhante atrai semelhante. Ódio vai para quem tem ódio. Amor vai para quem tem amor (Autor desconhecido)

Escrito por Bety em 11/09/2007

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CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

Querida Bety, tudo bem?
Fiquei a pensar e "levei a sério" a idéia de enviar um e-mail na busca por um ombro amigo. Sabe, eu não consigo ser feliz. Até hoje não consegui me amar, me achar bonita e nem interessante para alguém. Mesmo aos 25 anos, formada e com um curso de mestrado a ser concluído, eu me questiono demais o porquê de estar sem um companheiro. Tentei e todos os que tentei sumiram da minha vida. Faço terapia, mas me sinto inconsolável diante dessa questão. E, neste exato momento, ao redigir essas linhas, estou aqui chorando tanto por me sentir abandonada e rejeitada pelas pessoas. Até mesmo quando busco os amigos, tento marcar um encontro... eles prometem de retornar e nada. Isso me dá uma sensação de não ser aceita, de que as pessoas me enganam e de que não querem ter minha companhia. Como sou libriana "da gema", a vida só teria graça e eu só me sentiria feliz se visse equilíbrio em todas as áreas. Que chato! Eu não tenho isso. Gostaria que você me sugerisse alguma coisa sabe...me sinto desesperada e mal pra caramba, pois estou perdendo o equilíbrio da situação. Abraço, Abda Medeiros. Fortaleza-Ce

RESPOSTA: Amiga, todos sabemos que o amor é a maior fonte de felicidade de um ser humano, mas todos sabemos também que milhões de pessoas sofrem porque não conseguem achá-lo ou, se conseguem, não sabem lidar com ele. Acho que o principal ponto a ser analisado é a grande diferença que separa homens e mulheres. Enquanto a maioria das mulheres sonha com o casamento, o homem geralmente tende a se distanciar dele. Para o homem, a convivência dá medo e, sendo assim, ele geralmente tenta não abrir o seu coração para a mulher. O primeiro passo para lidar com isso é aceitar essa realidade e aceitar também a dificuldade dos encontros afetivos no mundo de hoje. No seu caso, é preciso que você desenvolva mais a sua auto-estima e não passe a vida com pena de si mesma. Afinal, se você não se aceita quem vai aceitá-la? Muitas mulheres acham, inconscientemente, que o papel da mulher triste, desiludida, fraca, atrai o homem. Mas isso é apenas um mito. A realidade é que quando estamos plenas, alegres, livres e satisfeitas com nossa vida, nos tornamos atraentes aos olhos masculinos. É como diz a frase: "Quando o aluno está pronto, o mestre aparece”. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 11/09/2007

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  14/09/2007

RECADO DA BETY:

Meus queridos ouvintes/bloggueiros

Tenho recebido recados no blog (comentários) de pessoas que desejam que eu entre em contato para contar a sua história mas não deixam o email. Peço a vocês por favor que deixem email para contato ou enviem diretamente sua história para: bety@radioglobo.com.br
Eu responderei a todas as dúvidas, pedidos de conselho com o mesmo carinho de sempre. Espero vocês!! Bety

Escrito por Bety em 14/09/2007

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FRASE DO DIA:

Dos amores humanos, o menos egoísta, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade. (Cícero)

Escrito por Bety em 14/09/2007

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  17/09/2007

MINHA QUERIDA ANALISTA

Por Bety Orsini

Era uma dessas segundas-feiras de coração vazio com jeito de recomeço. E me diz: existe alguma coisa pior do que coração vazio em dia de segunda-feira? Parada na porta do prédio número 19 da Rua Mem de Sá, em Icaraí, reduto de médicos, psicanalistas e afins, abri a bolsa e olhei o cartão de visitas. Já havia feito algumas entrevistas, tentando engrenar um terceiro ciclo de terapia, e não tinha me decidido por ninguém, mas alguma coisa me dizia que aquela mulher seria a minha próxima analista. Olhei o relógio. Faltava meia hora para a entrevista. Sentei no bar em frente ao prédio, o tradicional Orquídea, reduto de boêmios e chorões, aguardando o relógio marcar 10h. Quando a porta do consultório se abriu, encarei aquela mulher com jeito frágil, olhos escuros de jabuticaba, sorriso acolhedor e pensei: Ai, que alívio! Ultimamente não suporto analistas com jeito de donos do mundo, que não dizem uma palavra e deixam você falando até a angústia explodir.

Sentei no sofá branco da sala achando que era ridículo estar num divã, pela enésima vez, falando de amor. Há tantas outras coisas para se fazer na vida... Mas novamente parecia que eu estava cega para qualquer horizonte que não fosse o meu próprio coração. Com mais uma história fracassada, o momento parecia oportuno para que eu aprendesse a amar menos, amar melhor ou, quem sabe, não amar nunca mais. Só a idéia de uma vida que não passa pelo amor me deu calafrios. Era como uma espécie de fim, de sinal fechado, beco sem saída. Mas, enfim, coração vazio, mente do terapeuta... Em segundos me lembrei do livro que sempre releio, "O executor do amor", do psiquiatra Irvin D. Yalom, que você, caro leitor, talvez não consiga achar em lugar algum. Parece que comprei o último exemplar, há cinco anos, na livraria Guttenberg, bem ali na Rua Moreira César. No livro, o doutor Yalon diz que não gosta de trabalhar com pacientes apaixonados. Talvez por inveja, porque também almeje o encantamento, ele acha que amor e terapia são incompatíveis. Para o doutor Yalon, o amor romântico é sustentado pelo mistério e some como fumaça no exercício da razão. E o doutor Yalon odeia ser o executor do amor.

Até que voltei a prestar atenção na mulher à minha frente. Falei, falei como uma metralhadora giratória durante uma hora e, olhando fixamente para ela, procurei alguma esperança para o meu caso. E, de repente, a esperança estava ali, materializada naqueles olhos suaves e firmes, naquele abraço de despedida formal, mas acolhedor. Estamos há semanas fazendo um inventário dos afetos, das escolhas insensatas, dos sentimentos obsessivos que nos distanciam de nós mesmas, dos espaços de vida que doamos a quem não nos doa absolutamente nada, da dor das despedidas, dos soluços à noite no quarto escuro, das velhas histórias do passado que insistem em habitar nosso presente, dos padrões que todas repetimos, indefinidamente. Sinto que pela primeira vez alguém divide comigo essa tal angústia-e-beleza-de-ser-mulher. E que, pela primeira vez também, compartilho com uma analista as coisas que sinto tão intensamente. Mesmo quando ela está em silêncio me olhando com seus olhos de jabuticaba. Mesmo que eu não saiba o motivo daquela tristeza quando seu olhar pousa sobre o homem do porta-retrato na mesinha ao seu lado. Porque cada vez mais acredito que é no sentir que as relações são feitas. No silêncio de cada um. Percebo que estou mais forte. Que não preciso mais ser um NÓS. Que um simples EU talvez me baste. Tenho medo de voltar a me fundir em outro para me esquecer. E, cada vez que esse medo toma conta de mim, lembro-me novamente do doutor Yalon. Ele acreditava que uma vida não examinada não vale a pena ser vivida.


(publicado em: O Globo – Jornais de bairro: Niterói – 26/08/2006)

Escrito por Bety em 17/09/2007

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CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

Moro com uma pessoa há 11 anos e pela primeira vez, depois de quatro casamentos, estou precisando de ajuda. Ele vem de um casamento infeliz com uma alcolatra, e sempre dá a impressão de que comigo qualquer coisa fica melhor. O que mais me incomoda, que vem se agravando constantemente, é a associação dele do bem estar com a comida. Então ele vive, todos os momentos livres na cozinha inventando pratos e, agora, meu saco encheu. Detesto vê-lo na cozinha o tempo todo livre e ainda por cima quando não está por lá está vendo tv. Estou me sentindo desprezada e a partir de agora estou detestando esses homens que cozinham. Em tempo:1 -Eu não gosto de cozinhar no cotidiano e tão pouco deixaria de estar ao lado dele para isto. Toda a família dele é assim.Vivem na cozinha a maior parte do tempo.
Por favor, preciso que me aconselhe. Acompanho seu trabalho e confio muito em vc.

RESPOSTA: Querida amiga, não vejo nada de estranho no comportamento do seu companheiro. Algumas pessoas gostam de ler, outras gostam de futebol, outras jogam paciência e, algumas, como seu marido, gostam de cozinha. Da minha parte adoraria ter um companheiro interessado nos mistérios da mesa. Isso, é claro, se ele se interessasse razoavelmente pelo resto do mundo. Talvez o seu lado romântico se ressinta um pouco do fato de seu marido estar cozinhando enquanto você gostaria de ficar abraçadinha com ele comendo pipoca e vendo televisão. Então, o que é apenas um hobby para ele, para você vira um momento de rejeição. Sinceramente acho que seu problema não é com ele nem com a culinária. Trata-se de um problema de auto-estima. Algumas pessoas não gostam de ficar abraçadinhas falando palavras de amor, o que não significa que o seu companheiro não goste de você. Que tal começar a se interessar pela cozinha e ajudá-lo? Lembra que quando estamos apaixonadas por alguém tudo adquire um novo sabor. De repente, picando salsinhas, batendo ovos em clara você estará mais próxima do mundo dele e dando uma prova de quanto se interessa por tudo o que vem do seu companheiro. Tente. Pode ser divertido e, certamente, é um ato de carinho mais eficiente do que um abraço. Carinho, Bety

Escrito por Bety em 17/09/2007

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CONSULTÓRIO SENTIMENTAL

Querida Bety,como vai ? Fiquei muito feliz quando abri minhas mensagens e encontrei sua resposta. Sou ouvinte da Rádio Globo há muito tempo e adoro seu conselhos. Parece que vc está sempre falando com a gente mesmo quando o caso não tem nada a ver com a nossa situação. Sabe Bety, eu sou casada, tenho um marido muito bom, ele é um pai maravilhoso, preocupado com a família, cuidadoso comigo e com as crianças. Porém como me casei muito nova, tenho 30 anos e sou casada há 13 anos, logo vieram os filhos. E ficamos só nos dedicando a eles. Hoje o maior tem 12 anos e a menina tem 5. Acho que agora já podemos nos curtir um pouco mais. Eu queria sair mais, passear só nós dois mas ele é muito caseiro e prefere ficar em casa, vendo filmes ou fazer passeios junto com as crianças. As vezes Bety fico me perguntando se ele não gosta de sair comigo e imaginando porque ele não tem vontade de curtir só nós dois. Sempre que toco no assunto ele diz que não é nada disso, que está sempre muito cansado, que vai mudar e sempre jurando que me ama. Como devo agir amiga?

RESPOSTA: Sabe amiga, os homens têm muito essa tendência de transformar a mulher que amam em rainha do lar. A maioria de nós, quando está envolvida na criação dos filhos, acaba adotando integralmente esse papel da mãe. Estamos cansadas com a correria do dia-a-dia e esse papel atende ao nosso momento. Um dia, como está acontecendo com você, com os filhos já mais crescidos, nos perguntamos onde ficou a mulher fogosa e cheia de sonhos amorosos de outrora? E tentamos resgatar, como você está fazendo agora, a chama da paixão. A esta altura nosso companheiro já se acomodou e não mostra intenção de voltar a ser o que era. Nesses momentos só uma conversa resolve. Uma conversa adulta e firme. Você deve dizer que está insatisfeita, que precisa de momentos mais íntimos com ele, que quer resgatar o que se perdeu no corre-corre do dia-a-dia. Diga que não está feliz e que não quer continuar assim. Imagino que dessa forma ele vai te ouvir. Se não ouvir, comece a se arrumar e a sair com suas amigas para ver se ele desperta e percebe que você é uma mulher que deseja ser amada e desejada. Escreva novamente para contar como foi a conversa, ok? Carinho, Bety


Escrito por Bety em 17/09/2007

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