FRASE DO DIA:
As mais lindas frases de amor são ditas no silêncio de um olhar. (Autor desconhecido)
Escrito por Bety em 04/09/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Querida Bety, tenho um grande prazer em lhe escrever este e-mail pois acompanho a sua participação nos programas da Rádio Globo desde tempo da Amigas Invisíveis. Sempre admirei a forma que vc ajuda as pessoas e hoje eu venho aki te pedir ajuda!!!! Tenho 26 nos, solteira, trabalho fora, moro com meu pais e mais dois irmãos (uma de 15 e um de 19). Meus pais nos últimos anos não se entendem mais, e isso afetou mais a mim do que aos meus irmãos. Cheguei a precisar de um calmante, pois estava chegando a um ponto que não queria mais trabalhar, sair de casa nem olhar para cara de ninguém, pois acabava tomando as dores das brigas deles. Quantas vezes acordei de manhã chorando, ouvindo eles brigarem, e isso não faz muito tempo (dois anos). Também sou uma pessoa carente, nenhum namoro meu dá certo. Não sou do tipo possessiva, muito menos cimenta, sou do tipo "se quiser sair pode, mas não apronte". Estava namorando um rapaz há quase dois anos, mas tivemos problemas. Ele se envolveu com um amigo, que não era muito "certinho", teve que ficar sumido por mais ou menos oito meses, mas divididos em duas "temporadas". E eu aki sem saber se ele estava vivo, bem, comendo, e quando ele voltava, eu sempre colocava a minha vida em risco para vê-lo. Mas teve um dia que me revoltei e resolvi terminar tudo. No início fiquei aliviada, mas depois comecei a sentir falta pois a gente se entendia na cama e nas conversas. Tentei voltar atrás, uns quatro meses depois de tudo ter terminado, mas descobri que ele tinha voltado para ex antes de mim. Então ele me propôs ficarmos juntos pois ele também gostava de mim mas não do jeito que eu gostava dele. Ele gostava de mim só na cama pois ela não dava a ele o prazer que eu dava. Falando sério: pulei fora de vez. Tentei namorar uma outra pessoa que quando pensei que ia dar certo ele me pediu um tempo e terminou. Ficamos amigos e somos até hoje mas ainda gosto dele. Mas sei lá, acho que consegui enxergar que é melhor sermos amigos e estarmos juntos do que não nos vermos mais. Queria uma palavra amiga sua, pois suas palavras sempre nos confortam. Sou sua fã de coração. Beijos, Júlia Silva
RESPOSTA: Querida amiga, lendo sua carta dá para perceber que os afetos para você passam por uma boa dose de sacrifício. Primeiro você se misturou com a história dos seus pais. Sei que é impossível não sofrer com a briga de nossos pais, mas todos devemos aprender que essa é uma história só deles e que eles mesmos devem resolvê-la. Um homem pode não ser um bom marido, uma mulher pode não ser uma boa esposa, mas se eles são, respectivamente, bons pais e mães, é isso o que verdadeiramente importa para os filhos. Acho que como filha mais velha você tomou para si a tarefa de manter sua família unida e em paz. E como isso não depende só do seu empenho, você acabou sentindo-se impotente. Não acho que você seja exatamente uma pessoa carente. Dificilmente uma pessoa carente termina um relacionamento. Os carentes aceitam tudo, mesmo que esse tudo lhes traga uma grande dose de sofrimento. Talvez você seja um pouco carente, mas só um pouco. E quem não é amiga? Você diz também que nenhum relacionamento seu dá certo, mas isso não é só um problema que aflige apenas você. Atualmente as relações afetivas estão muito difíceis, ninguém querendo entender ou conceder nada, todos focados em suas próprias ambições e desejos. O melhor caminho querida, é o caminho solo. Fazer o que gostamos sinceramente, ter um trabalho na medida do possível prazeroso e, principalmente, olhar para o espelho e gostar de nós mesmas é o caminho mais seguro. Não podemos gastar nossa vida com ilusões e acho, sinceramente, que você não encontraria a felicidade com um homem tão complicado e que deseja apenas fazer sexo com você. Não teria nada demais se você também desejasse só fazer sexo com ele. Enfim, amiga, somos mulheres e estamos nessa luta, mas tenha certeza de uma coisa: quando o nosso interior está rico, quando olhamos para nós mesmas com admiração, tudo passa a ser diferente. Não viva do passado, do que poderia ser. Viva um presente pleno que, assim, o futuro certamente te trará novos encontros. Carinho, Bety
Escrito por Bety em 06/09/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Olá Beth, Minha vida sentimental sempre foi tumultuada. Admito que hoje aos 38 anos, sinto as conseqüências da vida que escolhi como padrão: muitas mulheres, nenhum envolvimento. Sou separado de minha primeira mulher e também da minha segunda mulher. Acontece que estou envolvido com uma menina de 24 anos, linda, legal, amiga. Detalhe tenho dois filhos do segundo casamento e ainda sou ligado (sentimentalmente) a minha segunda esposa. Só que sinto um lance legal pela menina. Agora minha segunda, pediu para que conversássemos já que meu filho de seis anos sente muito a minha falta. Confesso que estou tentado a voltar, mas sinto o fato de ter que deixar minha namorada. Uma dúvida filha da mãe. Não é coisa de sem vergonha, já que agora quero parar, só não sei onde... Me ajude. Ubirajara
RESPOSTA: Sabe amigo, a primeira coisa que temos que levar em conta quando decidimos algo importante para a nossa vida é quanto de sinceridade há em nossas intenções. Primeiramente gostaria de dizer que retomar um relacionamento (mesmo que seja com a mãe de seu filho) com outra pessoa na cabeça e no coração é um passo para um novo fracasso. Imagino que você esteja pensando no seu filho. Acha que será bom para ele estar perto do pai. Seria bom sim se ele percebesse que os pais se amam e se respeitam de verdade. Um filho precisa sentir que vive uma vida de verdade, seja ela qual for. Se a vida do casal for tranqüila, mas o marido volta e meia dá suas escapadelas, o filho sentirá que alguma coisa não funciona na relação marido/mulher e levará uma noção deturpada para a sua vida futura. Mas se uma separação existe e os pais são amigos e parceiros, a criança absorverá isso naturalmente. Ou seja: é melhor pais separados, civilizados e, se possível amigos, do que pais que vivem junto em bases emocionalmente falsas. Não acho que você seja sem-vergonha. Você simplesmente gostaria de viver plenamente com a mãe de seu filho e isso às vezes não é possível. Porque a vida não é ideal, mas real. E a realidade não guarda só alegrias, mas mágoas e dores também. Aconselho que você sente com sua mulher, conversa com ela sobre suas dúvidas, tentem um pouco (se acharem que devem), mas sem colocar seu filho no meio dessa confusão emocional. Caso cheguem à conclusão de que se querem e se desejam, por que não tentar? Mas não se esqueça de conversar com sua namorada e, principalmente, avalie e reavalie seus desejos. Esses desejos verdadeiros é que vão indicar para você o caminho certo. Boa sorte, Bety
Escrito por Bety em 06/09/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Bety, eu e meu namorado tivemos uma briguinha há cerca de mês atrás. Voltamos a ficar juntos, mas percebi que ele não era mais o mesmo. Uma noite ele me disse que precisava conversar comigo e falou que achava que o que sentia por mim tinha virado amizade. Que não sentia minha falta quando estava longe. Chorei muito, pois o amo demais. No outro dia nós ficamos juntos novamente e eu ainda chorava muito. Ele disse então que estava bem confuso, que precisava colocar a cabeça no lugar, que precisava pensar e que, se voltássemos, iríamos casar. Ficamos uma semana sem nos falar. Tínhamos uma festa de formatura e no início da festa ele me tratou com indiferença, mas depois me pediu desculpas, me abraçou, beijou e no final da noite acabou rolando. Ele me elogiou dizendo que eu estava muito linda. Não perguntei nada ares peito para não estragar a festa, eu falei que outro dia conversaríamos. Faz uma semana e meia que não o procuro e nem ele. O que eu faço? Devo procurá-lo para resolver logo a situação? Ou espero mais um pouco? Paola
RESPOSTA: Amiga, acho que seu namorado está vivendo um momento emocionalmente confuso. Não sabe se quer ou se não quer prosseguir o relacionamento. E num momento delicado como esse o mais certo é um afastamento temporário para que ele possa reavaliar os seus sentimentos. Não sei a idade de vocês, imagino que sejam bem jovens e a juventude é o tempo ideal para experimentarmos os relacionamentos. Acho que você não deve procurá-lo. Pelo que você me conta é ele quem está em conflito, não você. Ele só vai poder avaliar o que sente realmente se você estiver longe. Se ele sentir sua falta irá procurá-la. Caso isso não aconteça é sinal de que ele está em busca de novos caminhos. O que não significa que você não seja uma pessoa que mereça ser amada. E não se esqueça de olhar o mundo com olhos grandões e ver que existe nele tantas coisas e tantas pessoas que valem à pena. Boa sorte, Bety
Escrito por Bety em 06/09/2007
CONSULTÓRIO SENTIMENTAL
Olá Beth espero que você possa me ajudar. Meu nome é Kelly, vou lhe contar minha estória. Estou separada oficialmente há seis meses, porém meu inferno astral começou, no início do ano passado, quando meu ex-marido conheceu uma pessoa no orkut. Ele tinha uma banda e com ela às vezes faziam shows ao qual botava neste site a agenda da banda. Essa senhora se fazendo de fã se comunicava sempre até mesmo comigo, porém de repente ela só ficou mandando recados para ele e o mesmo, sem caráter, respondia. Em janeiro, com a desculpa de trazer o filho para assistir o show o Rolling Stones, eles combinaram de se encontrar. Como eu morava perto da Barra fomos ao encontro dela, só que isso foi tudo arrumado entre eles para se verem e a idiota aqui acreditou. Em fevereiro dei a noticia para ele que estava grávida. Já tínhamos uma menina de três anos, parecia que estava tudo bem, que as coisas estavam normais, porém percebi nele um distanciamento. Em junho encostei-o na parede e perguntei o que estava acontecendo. Ele me falou que estava infeliz. Não entendi como, afinal tínhamos uma bela casa, uma filha linda, uma mulher que se dedicava integralmente a ele e um novo membro da família chegando. Por que infeliz? Disse-me que precisava de um tempo para pensar, só que esse tempo era pura mentira, pois eles já estavam se encontrando com freqüência e como eu estava grávida ele queria "poupar" meu estado. Resumindo: numa noite ele tinha posto o celular dele para carregar e quando eu fui tirá-lo da tomada vi a foto dele com a vadia no celular. Fiquei furiosa, mesmo grávida peguei as coisas dele botei-o para fora de casa, fiz o que ele queria fazer há muito tempo, mas não tinha coragem. Ele nem olhou para traz. Não viu que estava deixando uma casa, mulher e filhos menores, preferiu ficar com uma mulher que conheceu no orkut que veio sei lá da onde, jogou 12 anos de convivência fora. Era como se eu não existisse na vida dele. Resolvi em novembro, depois que meu filho nasceu, sair daquela casa. Não tinha um dia que ele não me perturbasse. Ele nunca respeitou minha gravidez, não participou de nada da gestação, era como se meu filho fosse de outro homem. Pensei que assim morando longe eu estaria livre das baixarias dele, mas, pelo contrário, ele toda vez que vem pegar a menina para passar o fim de semana faz uma baixaria atrás da outra. A última foi na festa da escola no Dia dos pais, na frente da mãe dele. Só porque o menino não queria acompanhá-lo, ele começou a me ofender e a me ameaçar, dizendo que eu queria era isso afastar as crianças dele. Trocou os papeis. Ele está parecendo àquelas mulheres traídas. Me ofende, ofende meus pais que nada fizeram para ele, fica com raiva que o menino chora e não quer ir com ele, como se eu mandasse uma criança de 10 meses fazer isso. Ele esqueceu todo o sofrimento que me causou quando eu estava grávida. Pensa que o menino não sentia tudo que eu senti por ele naqueles momentos de solidão naquela casa enorme. Para completar, a última agora é que os dois estão morando na casa que eu sai e na qual deixei tudo. Só peguei as crianças e minhas coisas pessoais e ele ainda vem me dizer que não foi premeditado, para não levar isso para o lado pessoal. Tenho muito ódio e raiva dos dois e isso está me fazendo muito mal pois, sem querer, estou transferindo para minha filha principalmente quando ela vem da casa deles. Sei que poderia ser com qualquer outra, mas o fato é que não consigo admitir da maneira que foi, pois ele ainda me apresentou aquela mulher e, mesmo ainda casado, eles já estavam morando juntos e eu ainda estava grávida. Como posso fazer para controlar essa raiva esse ódio, pois não estou conseguindo admitir que perdi para uma mulher do orkut. Ele me tirou a minha auto-estima, minha vontade de viver e não estou sabendo como recupera–la, para não descontar nas crianças. Perder pode não ser a palavra certa, pois não se perde o que não se tem, pois acho que nessa relação só eu é que o amava. A cada dia fico mais convencida, pois suas atitudes egoístas, mesquinhas, desumanas fazem pensar que ela não levou grande coisa. Mas queira muito saber como posso fazer para que esse sentimento saia do meu peito, ele está me fazendo mal, pois tenho duas crianças para criar e o pai não é um bom exemplo para eles. Muito menos essa mulher que sabia que eu estava grávida e fez o que fez para ficar com ele. Uma palavra de uma especialista nesses casos poderá me ajudar muito, ou até mesmo uma indicação para um (a) colega sua, pois tenho consciência que sozinha não conseguirei, apesar de todo apoio que tenho da minha família, pois, da parte dele, podem até dizer o contrário, porém suas atitudes mostram o apoio integral ao filho. Acham que ele esta certo, pois ninguém e obrigado a ficar casado sem amor, mas acho que não precisava terminar dessa maneira. Agradeço pela sua atenção, e pela sua paciência em ler essa carta. Muito obrigado, Kelly.
RESPOSTA: Querida Kelly, sua carta é o relato de uma pessoa totalmente consciente da situação que vive. Uma pessoa que está decepcionada e que, mais do que sentir a raiva da traição, sente raiva de ter idealizado uma pessoa que não existia. É incrível como vivemos anos e anos com alguém e, de repente, esse alguém parece ser outra pessoa, alguém que nunca conhecemos. E então ficamos com raiva de ter apostado todas as nossas fichas na relação. Mas existe um lado bom (o que não significa que ele não seja dolorido) que é o de ir aprendendo a viver, a perder, a ser enganada e, a partir disso, dar a volta por cima e crescer. Todas nós já passamos por isso em alguns momentos de nossas vidas. Todas nós já amamos, perdemos, ganhamos, o ciclo da vida é assim. Se a moça é ou não do orkut, não importa. Quem tinha um compromisso com você era o seu companheiro e, sendo assim, quem falhou foi ele. Acho que seria bom você fazer uma terapia para enfrentar esse momento e não deixar que ele se transforme num fantasma na sua vida e impeça que você viva outras relações. E, principalmente, que você não prejudique seus filhos. Eles são e sempre serão filhos deles e, sendo assim, é bom que sejam próximos e amigos. É preciso ter muito cuidado para não colocar os filhos contra o pai porque você está magoada. Não esqueça que o melhor para as crianças é ter uma relação amorosa e amiga com ele mesmo que isso seja doído para você. Se você quiser uma indicação de terapeuta me envie um e-mail (bety@radioglobo.com.br) que tentarei ver algum bom profissional por aí. Gostei muito da sua lucidez e da sua vontade de acertar e te desejo muito, muito boa sorte querida. Te envio uma frase de Cecília Meirelles que tem tudo a ver com o seu momento: "Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira".
Carinho, Bety
Escrito por Bety em 07/09/2007