Olá Bety, estou com um problema. Quando eu e meu namorado estamos fazendo amor, enquanto ele demora a chegar no gozo, eu já cheguei há muito tempo. Então eu já quero parar e ele não. O que eu faço para mudar isso? Ledinha
RESPOSTA: Querida, há um descompasso de tempo entre vocês para chegar ao orgasmo. Primeiramente você precisa tentar investir mais nas preliminares dele usando vários artifícios que excitam um homem. Mas talvez seu namorado tenha um problema (contornável) chamado ejaculação retardada. A ejaculação retardada acontece quando o homem, mesmo sendo capaz de sentir excitação sexual e de ter boas ereções, tem dificuldade em ejacular mesmo recebendo muitos estímulos. Vários fatores levam à ejaculação retardada como stress, mau humor, ansiedade e outros. Quando vamos para a cama com uma pessoa, levamos também todos os nossos problemas Ou seja, se não estivermos bem, o sexo também não será bom. Mas se fizermos sexo de uma maneira relaxada e natural, nossos corpos responderão adequadamente. Mas quando esta resposta natural é inibida, aí surgem as dificuldades sexuais. Acho que você deveria conversar com seu marido e procurar um tratamento que, inicialmente, inclui a terapia para reduzir a ansiedade e aprender técnicas para controlar o momento da ejaculação. Inicialmente, a parceira estimula o homem para que ele ejacule fora da vagina; em seguida, nos lábios vaginais e, finalmente, no interior da vagina. Se essa técnica não der certo, existem outras formas de psicoterapia. Vamos tentar? De repente seu namorado fica muito ansioso querendo chegar rapidamente ao orgasmo para te satisfazer e, por conta da ansiedade, ele não consegue mesmo. É só ter paciência que tudo vai se resolver. Só não dá para ficar calada e ter uma vida sexual insatisfatória. É preciso conversar e tomar atitudes para resolver. Boa sorte, Bety
Numa dessas conversas de fim de tarde, uma amiga recomendou: "Você precisa ler ’Silêncio em outubro’, tem tudo a ver com o seu momento." Que momento, me perguntei? Ultimamente tenho tido tantos momentos diferentes que não saberia dizer a qual deles minha amiga se referia. Parti para a livraria Ver & Dicto, em Icaraí, point dos intelectuais da cidade, ansiosa para comprar o livro de Jens Christian Grondahl, um dos mais importantes escritores dinamarqueses contemporâneos. E então descobri que ele foi escolhido o livro do mês pelo grupo de leitores que se reúne ali mensalmente. O livro já tem até fila de espera. Valeu a pena. Foi com prazer que devorei as 300 páginas que contam, com profunda delicadeza, a história de um crítico de arte que deseja descobrir os motivos que teriam levado sua mulher a sair em viagem sem dizer para onde iria nem quando retornaria. Como pano de fundo, uma discussão sobre a força e a fragilidade do amor, essa eterna busca do ser humano por um complemento inexistente. Mas foi uma frase em todo o livro, uma única frase, que ficou martelando em minha cabeça. A certa altura, o protagonista se questiona: "Eu me perguntava se era tão fácil amar Astrid porque finalmente eu aprendera a amar ou porque aprendera a amar menos?" Durante semanas eu não pensei em outra coisa. Revi meus amores, dos mais antigos aos mais recentes, dos mais recatados aos mais loucos, e comecei a achar que hoje sofro menos com as despedidas. E que, com o passar dos anos, criei uma certa imunidade à dor por ter conseguido perceber que o tempo invariavelmente nos separa uns dos outros. Foi então que me lembrei de uma troca de e-mails com um amigo de alma sensível. Falávamos sobre o amor e, a certa altura, ele citou um filme do Costa-Gavras, no qual o cineasta afirma que somos capazes de amar sempre mais e melhor. E que as experiências vividas, independentemente dos traumas, sempre contribuem para um desempenho melhor na relação seguinte. A esse comentário meu amigo acrescentou uma contribuição pessoal que, segundo ele, é uma decorrência cruel da primeira: "Quanto mais aprendemos a amar, mais desaprendemos a fracassar no amor, a enfrentar separações, a admitir que, com toda a sabedoria e as experiências acumuladas, não fomos capazes de conduzir sentimentos para um final tão desejado." Meu amigo foi mais longe: "O abraço, a mão dada, a umidade da boca, o sentir cada centímetro avançando por dentro do outro, o olhar para os olhos desprezando qualquer outra paisagem, a respiração ofegante, enfim, a capacidade de sentir cada fração de segundo isolando completamente todo o universo é um movimento em direção à nossa eternidade." Li e reli essa troca de e-mails inúmeras vezes. Sentada na Praia de Charitas, com o olhar perdido na Ilha dos Amores, meu cenário preferido, lembrei de um texto de Freud, "Sobre a transitoriedade". Ele falava sobre uma caminhada, num lindo dia de verão, de um poeta jovem com um amigo tristonho, incapaz de apreciar a beleza do cenário que os rodeava. Consciente de que toda aquela beleza desapareceria quando o inverno chegasse, ele preferia não usufruí-la. De repente me dei conta de que os anos me ensinaram que a transitoriedade do amor não anula a sua força nem a sua beleza. Que mesmo a dor não deixou que eu me arrependesse das histórias que vivi. Sempre tão intensas e deliciosamente fadadas ao fracasso. Como todas as outras histórias transitórias que fazem parte da vida.
(publicado em: 05/08/06 - O Globo - Jornais de Bairro: Caderno Niterói)
Queridos amigos, gostaria de registrar aqui também livros que eu escrevi com muito carinho, cada um com um pedaço do coração.
O primeiro, Nas ondas do rádio - histórias sentimentais de mulheres e homens do Brasil da editora Record, é muito importante pois foi a maneira que encontrei de retribuir todo o carinho que recebo dos meus ouvintes e acho que não há melhor maneira de agradecer um gesto de carinho. Reunir cada uma dessas histórias, foi como reviver cada pedido de ajuda, cada emoção, cada dúvida de pessoas que necessitam de amor, compreensão mas que sabem também dividir, retribuir, ouvir.
O segundo, Cartas do Coração - Uma antologia do amor, da editora Rocco, e não menos imporante, traz cartas de grandes amores às vezes declarados, às vezes nem tanto. É sobretudo, um livro que trata do amor de forma universal, do amor como deve ser visto, sem barreiras, sem preconceitos; do amor sofrido e nem por isso, bem vivido, enfim, é uma declaração de amor feita por várias vozes.
Estou muito feliz em poder participar do seu blog. Sou sua fã e sempre quis pedir uns conselhos a você mas ficava um pouco tímida em telefonar para a rádio porque meus vizinhos poderiam reconhecer minha voz e não gostaria que isso acontecesse. Bom, tenho 26 anos e sou casada há cinco com um bom homem. Nosso casamento aconteceu de uma forma inesperada: sou filha de mãe solteira e quando esta veio a falecer nós estávamos namorando há apenas seis meses. E como me vi perdida resolvi aceitar o pedido de casamento de meu marido. Apesar de ser uma pessoa maravilhosa, meu marido não quer ter filhos. Sofro com isso mas aceito calada porque não me sinto em condições de brigar por algo que quero. Nunca trabalhei fora de casa, ele paga todas as despesas e, apesar de nunca jogar na minha cara tal situação, não me sinto a vontade em colocar uma outra pessoa no mundo para ele sustentar. Tenho sofrido muito com isso. Gostaria de uma palavra amiga. Um grande beijo
RESPOSTA: Amiga, entendo perfeitamente do que você está falando. Essa sensação de estar só no mundo de repente nos tira o chão. Não sei se você percebeu, mas logo depois da morte de sua mãe seu namorado assumiu a função de pai. E, ainda bem, como você mesma diz, um pai maravilhoso. Só que agora você está percebendo que não podemos casar com o pai. Nos unimos com alguém para que esse alguém seja nosso companheiro, nosso parceiro. Você ainda é muito nova para sofrer calada. Tenho certeza que vai se sentir muito mais forte quando chamar seu marido para uma conversa, demonstrar o seu desejo de ser mãe e dizer para ele como se sente tendo que renunciar aos seus projetos de vida. Numa relação honesta e saudável, uma decisão tão séria como ter ou não ter um filho deve ser discutida pelo casal e não decidida por uma das partes. Mas seja qual for o resultado da conversa entre vocês, acho que chegou a hora de você lutar pela sua independência e viver sua própria história. O primeiro passo é estudar, fazer um curso para, daqui a algum tempo, poder se colocar no mercado de trabalho. E então, livre e independente, você terá mais segurança para decidir seu próprio destino. E lembre-se, problemas existem, mas um casamento para dar certo precisa que ambos estejam dispostos a superar as dificuldades que surgem pelo caminho. E para você querida, uma frase de Clarice Lispector. Preste bastante atenção e veja que ela faz todo o sentido do mundo: “Porque há o direito ao grito, então eu grito." Anônima de Santa Teresa
Jamais li um romance que falasse com tanta beleza do amor de mãe. Trata-se de "O livro da minha mãe", do escritor grego Albert Cohen. Comprei esta pequena jóia há muitos anos, não me lembro em que livraria nem mesmo quem recomendou sua leitura, mas não importa. O que ficou em mim foi a beleza, a força, a sensação de que é preciso dizer "eu te amo, mãe" enquanto ela está perto de nós. Não é o livro de um filho para sua mãe, mas um livro de todos os filhos para suas mães e que fala de um encontro imaginário entre o protagonista atormentado com sua própria mãe. Perturbadora e sublime ao mesmo tempo, a obra de Cohen me fez olhar com outros olhos para minha mãe. Confesso que só a maturidade me fez entender a força de dona Amélia. No ardor da adolescência, lamentava que ela não fosse entrar para a história como a "Mãe coragem", de Bertolt Brecht, nem tivesse alguma semelhança com a protagonista do romance "A mãe", de Máximo Gorki. Agora, com o tempo correndo mais veloz do que nunca, entendo que ela é muito mais grandiosa do que esses personagens, simplesmente porque é minha mãe. Hoje, quando a vejo sentada no sofá da sala, com os lábios pintados cor de carmim, as unhas sempre impecáveis e um riso infantil para os seus 80 anos, entendo, enfim, coisas que jamais entendi: a sabedoria do seu jeito silencioso e o privilégio de tê-la ainda ao meu lado. Quando penso nisso, meus olhos se enchem de lágrimas, e é inevitável a pergunta: quanto tempo ainda nos resta? E, então, sou possuída por uma estranha felicidade, lembrando-me de tantos detalhes do cotidiano que me passaram despercebidos: o uniforme de colégio sempre impecável; os cabelos escovados; os cadernos encapados com capricho; o pão com ovo embrulhado num guardanapo de pano que ela colocava na lancheira; os bolinhos de chuva polvilhados com canela que ela fazia todas as tardes; o primeiro vestido de festa que tive, rosa-shocking com a gola toda bordada por ela com paetês; o dinheiro que ela me emprestou para comprar meu primeiro apartamento e que nem mesmo lembro se devolvi; a manga madura picadinha; o esforço para que eu consiga levar adiante uma nova dieta; o seu olhar sem reprovação para os meus amores; sua admiração por meus sucessos e nenhuma crítica pelos meus fracassos; enfim, a aceitação incondicional de tudo que sou. Tudo bem, nunca entendi por que ela quis que eu enfrentasse a mosca-varejeira na mesa da cozinha do nosso antigo apartamento no Lins de Vasconcelos, e tremi quando me obrigou, também, a enfrentar o vizinho do apartamento da frente que gostava de me bater ("Você não entra em casa se não bater nele também"). Foi a primeira vez que bati em alguém e, admito, foi um ato quase libertador. Com minha mãe, sempre pude (e continuo podendo) ser o que sou. Sem disfarces. Com minhas angústias, minhas fraquezas, minhas dúvidas, meu jeito diferente de ser. Mamãe nunca me amou menos pelas glórias ou pelas quedas. Ela simplesmente ama, a mim e a meu irmão, como nós permitimos que nos ame. Porque para amar, acreditem, também é preciso permissão. Amamos com o que somos, com o que já sentimos, na intensidade que o outro nos permite. Hoje, sinto-me pronta para receber todo o amor de minha mãe. Volto às páginas do livro de Cohen procurando uma mensagem para todas as mães desta cidade, palavras que possam ficar para sempre em seus corações. E elas estão ali, bem na minha frente, quando o autor lembra que não terá escrito em vão, se um de seus leitores, depois de ler o livro, mostrar-se mais afetuoso com sua mãe. E que todos os filhos se lembrem de que as mães são mortais e que, diariamente, possam lhes dar uma alegria: "Eu as saúdo, mães cheias de graça, santas sentinelas, coragem e bondade, calor e olhar de amor, vocês com seus olhos que adivinham, vocês que sabem imediatamente se os malvados nos fizeram sofrer, vocês, únicos humanos nos quais podemos depositar confiança e que nunca, nunca nos trairão, eu as saúdo, mães que pensam em nós sem parar e até durante o sono, mães que perdoam sempre e acariciam nossos rostos com suas mãos murchas, mães que nos esperam, mães que estão sempre na janela para nos ver partir, mães que nos acham incomparáveis e únicos, mães que nunca se cansam de nos servir e de nos cobrir, e nos guarnecer na cama ainda que tenhamos 40 anos, que não nos amam menos se somos feios, fracassados, aviltados, fracos ou covardes, mães que às vezes me fazem acreditar em Deus."
Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você, em primeiro lugar, não precisa dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo não é correr atrás de borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas você vai achar não quem estava procurando, mas quem estava procurando por você. (Mário Quintana)
Ah, por quanto sofrimento passam os pais de primeira viagem. Vocês se lembram? Mas agora, com todos esses livros que ensinam como fazer isso, como fazer aquilo, fica tudo mais fácil. Em "Como educar com amor e autoconfiança", Susan Isaacs Kohl, diretora da pré-escola Meher Schools, fala de tudo um pouco: mudanças na rotina, gastos com roupas, escola e pouco tempo para muitas atribuições. É claro que a chegada de um bebê deixa a gente morrendo de alegria. É uma benção conviver com a aquela pessoinha frágil que preenche a nossa vida. Por conta desses dilemas, nós pais, na maioria das vezes, precisamos de tanto ou mais suporte, estímulo e autoconfiança que nossos próprios filhos. Afinal, nós temos nas mãos o desafio de criar uma base sólida para educar e cuidar desses futuros adultos que gostaríamos que sejam seguros e felizes. A doutora Susan acredita que apreciar as próprias ações e os pequenos triunfos dos filhos e também compartilhar experiências positivas com outros pais, são práticas que contribuem para a educação dos nossos filhos. Vamos tentar fazer a nossa parte da melhor forma possível?
Gata, adorei o seu blog e ficou maravilhoso!!!!!!!!!!!! Vou avisar a todo mundo e para todos os g*** amigos para escrever. Quanto a comemoração do meu aniversário, queria dizer que adorei e fiquei muito feliz, pois tinha a companhia das minhas mais fieis amigas que é você e Amely Polan que pelo carinho e afeto só tenho que agradecer. Amigas que hoje são uma extensão da minha família, e queria dizer obrigado por tudo. E para completar a noite o Cesar e Carlinhos amigos de muito tempo.
Dãaaaaaaaaaa...Q mil esse espaço só seu para que todos num só coração estejamos juntinhos né?!E sei que muita gente está a precisar da sua ajuda,sempre tão necesária...MAMÃE Bety,li o que você escreveu sobre o seu novo Amor japonês...Eu não sou o NIATO e nem moro no Japão,talvez não saiba nem entender tudo o que eu acabei de ler sobre "ele" e a sua enoooooormeeeeeeee paixão,a ponto de imaginá-lo conversando em seu sofá com a Vovó Amélia...Mas sabe!Eu sou a sua filha do coração que também te amaaaaaaaaaaaa muitooooo,que só quer o seu melhor e a sua felicidade e se para isso,você precisa do NIATO...Que venha o NIATO então!!!Beijosssss,o seu blog vai bombar,eu tenho certeza viu!TE AMOOOOOOOOOO...Aninha!!!
RESPOSTA: Aninha querida, você sabe que meu coração será seu para sempre. Uma mãe do coração jamais abandona a filha escolhida. Te amo para sempre.
Beth, parabéns pelo sucesso do blog. Bjs, Ayrton Mandarino
RESPOSTA: Que bom que você gostou Ayrton. E por falar em sucesso, te envio uma frase da nossa Cecília Meireles. O segredo do sucesso não é fazer o que se gosta, mas sim gostar do que se faz.
Bety, querida adorei o seu blog e vou indicá-lo para as mulheres e os homens que conheço e que estão procurando a felicidade no amor. Isso quer dizer, para todos os homens e mulheres que conheço. Adorei perceber que você estreou o blog num dia em que a Lua, a senhora dos nossos sentimentos,está no mais falante de todos os signos: Gêmeos, e Vênus, a senhora da nossa imaginação, e por isso de todos os amores, brilhava forte no signo de Leão. Um dia em que o amor é uma vitória e em que toda mulher se sente uma rainha... Parabéns! Monica Horta.
RESPOSTA: Mônica, minha querida astróloga. Você está sempre coberta de razão. Ai o amor, o que não fazemos por ele não é? E adorei saber de toda essa "planetada" conspirando a favor do blog. Carinho, Bety.
Hoje acordei mais tarde. Foi o vinho. Aliás que vinho maravilhoso os irmãos Cesar e Carlos Coelho Gomes, da grife Swains, levaram para comemorar o aniversário de um amigo em comum: o produtor de moda Thiago Monteiro. O vinho, diga-se de passagem, não deixava nada a desejar ao Romané Conti que certa vez tirou do sério o presidente Lula. Ficamos todos alegrinhos. Ah, esqueci de dizer que a comemoração foi no Da Carmine, dos irmãos italianos Marasco, uma cantina charmosíssima em Icaraí, Niterói. Estavam lá o aniversariante, os irmãos da Swains, meu filho Marco Antonio e mamãe que, com seus 81 anos, esbanja vitalidade. Aliás, mamãe detesta o apelido que dei para ela: Biscoito Maria. O motivo? Certa vez, conversando com mamãe na sala, olhei para ela e vi seu rosto redondinho, afável, sábio e, na hora, me veio à cabeça um biscoito Maria. O apelido surgiu daí. No início ela ficava danada, agora ri porque sabe que, quando cismo com uma coisa, não desisto. Coisa de ariana. Mas voltemos ao jantar. Falamos de muita coisa porque os irmãos Coelho Gomes sabem de tudo: filosofia, arte, política, esoterismo, moda e também adoram se divertir como eu. A certa altura, no meio das comemorações de meio século de Thiago, conhecido como Titi, militante ferrenho da causa homossexual, rimos horrores com a frase que foi dita, recentemente, pelo figurinista da Rede Globo, Lessa de Lacerda que, com seu humor imbatível, falava sobre o órgão sexual feminino na comemoração do seu aniversário: "Gente, ELA eu não conheço nem de passagem, nasci de cesariana". Ah, bom!
Recebi um e-mail da minha amiga Wanessa Canellas, responsável pelo Centro de Documentação e Pesquisa do Sistema Globo de Rádio, com um vídeo lindíssimo sobre a mulher na arte, o qual gostaria de dividir com vocês:
Oi Bety...mtoooooooo bom encontrá-la aki nesse novo kantinho pois sabe q eu já te escrevi?estava desesperada e te pedi "ajuda" + infelizmente p minha grande decepção vc nunca me respondeu. Agora com esse "seu" espaço aki ficou mto bom. Principalmente p nós SEUS OUVINTES q a amamos. Boa sorte p vc e q Deus te abençoe!
bjs da sua fã...Malu RESPOSTA: Que pena que não pude atendê-la da outra vez Malu. Mas agora, com o blog, tudo ficará mais fácil. Estarei aqui sempre pronta para ajudar. E que bom ouvir que vocês me amam. Todos precisamos de amor, principalmente do afeto sincero como o dos ouvintes. E para você, envio a frase delicada do cronista Garth Henrichs. "A gente não faz amigos, reconhece-os". Outros beijos para você!!
Olá, Beth. Tenho um grande problema: meu namorado é extremamente ciumento e possessivo. Ele "cria" situações em sua cabeça, e acaba me agredindo verbalmente, fala coisas que realmente machucam, e depois de todo o estresse, age como se nada tivesse acontecido. Mas ele age dessa forma porque, no passado, falei coisas que tinha feito, e ele ficou inseguro. Acho que não tem motivo, pois foi tudo antes dele. Enquanto estou com ele, nunca, nada aconteceu, nunca o traí, mas acho que ele está "procurando cabelo em ovo". Na última discussão, estava decidida a terminar com ele, mas ele foi me procurar, quase chorou, implorou para eu não tratá-lo de forma fria como eu o estava tratando. Chega uma hora que cansa... Não quero mais ser machucada e ofendida. Você acha que fiz certo, em dar mais uma chance a ele? Como devo proceder daqui para frente? Eu o amo, e não quero perdê-lo, mas essa "doença", está nos prejudicando. Me ajuda, Beth!
RESPOSTA: Amiga, o jornalista escocês Robert (Bertie) Charles Forbes, fundador da Forbes Magazine, disse certa vez uma frase que eu adoro: "É melhor ser ocasionalmente enganado do que permanentemente desconfiado". Ele estava falando da face destrutiva da desconfiança. Quem sofre mais com a desconfiança? É claro que é aquele que desconfia, que vive se remoendo em possibilidades absurdas e traições ilusórias. Mas como uma relação acontece a dois, é bom lembrar que o ciúme obsessivo destrói qualquer relacionamento. No seu caso, por exemplo, sinto que você já está machucada com essas agressões verbais. E não importa que, depois, seu namorado volte ao normal como se nada tivesse acontecido. O estrago já foi feito. Sabe amiga, quando minha mãe falava que nós mulheres não devemos contar tudo para os homens, eu achava um absurdo. Agora entendo perfeitamente o que ela dizia, e concordo. Quando contamos todo o nosso passado para um parceiro, de certa forma é como se nos sentíssemos culpadas, maculadas. E contando, é como se começássemos do zero, com o devido perdão do amado. Não precisamos agir assim. Todos nós temos passado e o passado do nosso parceiro, seja ele homem ou mulher, deve ser respeitado. O que importa é o presente, o que a pessoa significa para nós. Se você fez certo em dar uma chance a ele? Só você pode responder a essa pergunta. Mas imagino que se resolveu dar essa chance, é porque ainda se sente vinculada a ele de alguma forma. Acho que é hora de vocês terem uma conversa adulta e definitiva. Pergunte sobre os medos do seu companheiro, diga para ele como você fica magoada e ferida, incentive-o a fazer uma terapia e, caso esse tipo de atitude se repita, procure outro caminho amoroso. Porque nesse caminho você só encontrará desassossego e sofrimento. Afinal, como disse o poeta mexicano Amado Nervo, "tão necessário como o pão de cada dia, é a paz de cada dia sem a qual o mesmo pão é amargo". Boa sorte!
“(...) afinal, amanhã será um novo dia!” Esssa é a última fala de Scarlett O’hara no filme E o vento levou... Quem assistiu, sabe que depois de uma explosão de sentimentos como raiva, cobiça, decepção, dor, alegria e paixão, a heroína de Victor Flemming só podia ter esperança à medida em que percebe que seu grande amor está partindo para sempre. Mas então o que é esperança? Um paliativo para a dor? Um remédio contra a loucura? Provavelmente nenhuma destas alternativas ou ambas. A esperança está em toda a parte, às vezes à mostra, às vezes diluída com outros sentimentosm ou simplesmente como a única coisa que restou para alguém se agarrar a um sopro de vida. Podemos ter esperança em algo por nós ou pelos outros. Depende da circunstância. Ela pode se parecer para alguns e, desculpem mas aqui recorro novamente a um filme, como a última bóia do Titanic, num mar congelado. Ela pode ser ainda, um sentimento progressivo que a cada dia resiste ao bom ou mau tempo com a mesma intensidade. Existem ainda aqueles que se esforçam para acreditar que há uma esperança simplesmente para não se parecerem diferentes dos demais ou para ajudar a alguém menos esperançoso do que eles próprios. Tales de Mileto afirmou que “a esperança é o único bem comum a todos os homens; aqueles que nada têm ainda a possuem”. Se partirmos desta afirmativa, a esperança está num rol de sentimentos verdadeiramente nobres juntamente com a dignidade, o amor e a gratidão, mas a falha humana que nos é naturalmente concedida, permite que outros sentimentos também acompanhem a esperança e nem sempre tão nobres quanto os mencionados aqui. E sabe porque? Porque o sentir é humano. Mas do outro lado da tela vocë deve estar se perguntando: "Ei, e quanto a vocë que só escreveu sobre a esperança alheia?" Eu? Eu sigo em frente acreditando que amanhã você queira continuar lendo o que eu escrevo para que assim, eu possa compartilhar meu sentimento com vocë. Esse sentimento se chama esperança mas pode chamá-lo de ... PAIXÃO PELA VIDA.
Conselhos sentimentais, sexuais, dúvidas de etiqueta, moda e principalmente meu coração aberto para seus problemas amorosos. Esse é um blog de auto-ajuda. Participe!
Recado
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